
“Missão cumprida”: Eduardo Bolsonaro agradece Trump por sanção a Moraes
🎯 Subtítulo: Deputado celebra punição ao ministro do STF e diz que o objetivo é pressionar o Judiciário brasileiro em nome da “liberdade”
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não escondeu a satisfação diante da sanção aplicada pelo governo Trump ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Após meses em solo americano articulando ações contra autoridades brasileiras, Eduardo afirmou que o bloqueio de bens e a inclusão de Moraes na lista da Lei Magnitsky representa uma conquista pessoal e política.
Nos EUA desde março, Eduardo Bolsonaro comemora retaliação a Moraes: “É só o começo”
“Quero agradecer ao presidente Donald Trump, ao secretário de Estado Marco Rubio e a todos que entenderam a gravidade das violações de direitos humanos no Brasil”, declarou. “A sensação é de missão cumprida.”
Segundo o parlamentar, a sanção contra Moraes não é um ponto final, mas o primeiro passo de uma ofensiva internacional contra o que ele classifica como “abusos do Judiciário”. Ele ainda afirmou que a medida abre caminho para “resgatar a democracia no Brasil”, em referência às ações do STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.
Sanção mira liberdade de expressão e “prisões arbitrárias”, dizem EUA
O documento do Departamento do Tesouro americano, divulgado nesta quarta-feira (30), acusa Alexandre de Moraes de usar seu cargo no STF para reprimir vozes políticas, censurar opiniões e autorizar detenções sem fundamentos jurídicos sólidos. A sanção se baseia na Lei Magnitsky, que permite punições econômicas a indivíduos considerados responsáveis por graves violações de direitos humanos.
“Moraes se colocou no papel de juiz e executor em uma verdadeira caça às bruxas”, afirmou o secretário do Tesouro, Scott Bessent. “Ele atacou diretamente os direitos fundamentais de brasileiros e americanos.”
O governo Trump destacou ainda que o ministro “detém poder imenso” no Brasil e que, em casos notórios, “manteve presos por mais de um ano indivíduos que apenas exerceram sua liberdade de expressão” — entre eles, um jornalista detido sem julgamento.
Pressão internacional cresce sobre o STF
A movimentação liderada por Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos revela uma estratégia da ala bolsonarista: ampliar o desgaste internacional do Supremo Tribunal Federal e transformar Moraes no símbolo da repressão institucional. A resposta da gestão Trump foi vista por aliados como um divisor de águas.
Mesmo entre críticas internas no Brasil e apoio entre conservadores internacionais, a medida reacende o debate sobre a interferência estrangeira em assuntos judiciais nacionais. Para Eduardo Bolsonaro, no entanto, o recado está dado:
“Essa sanção é só o começo. Não vamos recuar.”
A tensão entre Judiciário e bolsonarismo agora ganha um novo palco — e um novo peso.