Moraes autoriza visita de aliados e grupo de oração a Bolsonaro em prisão domiciliar

Moraes autoriza visita de aliados e grupo de oração a Bolsonaro em prisão domiciliar

Ex-presidente, detido em casa desde agosto, poderá receber Ciro Nogueira, Valdemar Costa Neto e integrantes do grupo religioso liderado por Michelle Bolsonaro.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou novas visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto em sua casa no Jardim Botânico, em Brasília.

Entre os nomes liberados estão Ciro Nogueira, ex-ministro e senador do Progressistas (PI), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e os membros do grupo de oração liderado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ao todo, 23 pessoas foram autorizadas a visitar o ex-presidente.

A decisão de Moraes mantém as condições impostas anteriormente: todas as visitas devem seguir rigorosamente as normas judiciais, incluindo vistorias nos veículos que entrarem e saírem da residência. O ministro também reforçou que as reuniões religiosas não podem ser usadas como pretexto para encontros políticos disfarçados.

Bolsonaro está em prisão domiciliar por ter descumprido medidas cautelares no âmbito do inquérito que investiga suposta coação judicial e articulações políticas. O episódio que motivou a medida ocorreu após um vídeo publicado por seu filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mostrar o ex-presidente participando, ainda que virtualmente, de uma manifestação pública.

Mesmo sob vigilância, o ex-presidente tem mantido contato frequente com aliados, e as visitas religiosas têm funcionado como um refúgio simbólico de apoio político e espiritual. O grupo de oração, formado por 16 pessoas, é conhecido por suas reuniões de cânticos e preces na casa da família Bolsonaro desde agosto.

Enquanto a defesa do ex-presidente tenta transmitir uma imagem de tranquilidade e fé, o clima em torno da prisão domiciliar continua tenso. Moraes, por sua vez, segue firme em sua posição: permitir o consolo da oração, mas sem abrir brechas para articulações políticas disfarçadas de devoção.

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