Moraes libera visita de grupo de oração de Michelle Bolsonaro a ex-presidente em prisão domiciliar

Moraes libera visita de grupo de oração de Michelle Bolsonaro a ex-presidente em prisão domiciliar

Reunião religiosa acontecerá nesta quarta (8) e contará com 16 participantes; ministro reforçou que encontros devem seguir regras judiciais.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita do grupo de oração liderado por Michelle Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto. O encontro foi marcado para esta quarta-feira (8), das 9h às 18h, e contará com a presença de 16 integrantes do grupo religioso.

Além dos membros do grupo, Moraes também liberou visitas políticas — entre elas, as dos senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Marcos Pontes (PL-SP) e Márcio Bittar (PL-AC), além do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Bolsonaro tem recebido o grupo de oração desde agosto, em encontros marcados por cânticos e leituras bíblicas. Moraes, no entanto, reforçou as condições legais: todas as visitas deverão seguir as determinações já impostas, incluindo vistorias nos veículos que entrarem ou saírem da residência do ex-presidente.

Segundo o ministro, a Constituição garante direito à assistência religiosa a todos os presos, mas ele fez um alerta: “O grupo de oração não pode ser usado como pretexto para permitir visitas políticas ou pessoais que não tenham sido solicitadas oficialmente.”

O pedido foi feito pela defesa de Bolsonaro, e a lista de visitantes inclui também uma empresária ligada ao movimento cristão Legendários, de Brasília — grupo conhecido por suas pregações e atividades voltadas ao público masculino.

Prisão domiciliar e restrições

Bolsonaro foi colocado em prisão domiciliar após um vídeo gravado por seu filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mostrar o ex-presidente discursando a apoiadores durante uma manifestação — o que violava restrições impostas pelo Inquérito 4995, que investiga possíveis tentativas de coação judicial e articulações políticas com os Estados Unidos.

Mesmo proibido de fazer aparições públicas, Bolsonaro foi ouvido ao telefone em um ato no Rio de Janeiro, dizendo:

“Obrigado a todos. É pela nossa liberdade. Pelo nosso Brasil. Sempre estaremos juntos.”

Enquanto a base bolsonarista tenta transformar as reuniões religiosas em símbolo de fé e resistência, Moraes parece determinado a manter as linhas entre devoção e política bem definidas.


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