Moraes determina atuação da Defensoria Pública na defesa de Eduardo Bolsonaro

Moraes determina atuação da Defensoria Pública na defesa de Eduardo Bolsonaro

Deputado, que está nos EUA, foi denunciado por suposta tentativa de interferir em processo sobre golpe de 2023

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ordenou que a Defensoria Pública da União passe a atuar na defesa do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O parlamentar está nos Estados Unidos desde fevereiro e foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por, supostamente, tentar influenciar o andamento do processo envolvendo seu pai, Jair Bolsonaro, na investigação sobre a tentativa de golpe de 2023.

A intimação de Eduardo foi realizada por edital, medida usada quando não é possível localizar o denunciado pessoalmente. Com o prazo para resposta expirado, a Defensoria assume a representação do deputado de forma gratuita.

Segundo a denúncia, Eduardo e o blogueiro Paulo Figueiredo, também nos EUA, teriam atuado para pressionar autoridades brasileiras, inclusive ministros do STF, tentando criar sanções econômicas internacionais contra o Brasil e medidas retaliatórias, como o cancelamento de vistos, com o objetivo de influenciar decisões judiciais.

O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que a estratégia da dupla buscava instaurar instabilidade política e temor internacional, prejudicando a imagem do país e pressionando os magistrados.

Em paralelo, Jair Bolsonaro revelou ter enviado R$ 2 milhões ao filho para cobrir despesas nos Estados Unidos, garantindo o bem-estar da família, e negou que o dinheiro tivesse relação com atos ilegais.

O caso segue sob atenção do STF, e a atuação da Defensoria marca o próximo passo no processo que envolve o deputado e a denúncia da PGR.

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