Moraes pressiona Dino a marcar julgamento do “núcleo 3” do golpe

Moraes pressiona Dino a marcar julgamento do “núcleo 3” do golpe

STF deve decidir futuro de militares e um agente da PF acusados de planejar ruptura democrática e até assassinatos de autoridades

O ministro Alexandre de Moraes pediu ao presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que agende o julgamento dos réus do chamado “núcleo 3” da tentativa de golpe de Estado. O grupo reúne nove militares e um agente da Polícia Federal, acusados de atuar nos bastidores para reverter as eleições de 2022 e criar condições para uma ruptura institucional.

Entre os acusados estão coronéis e tenentes-coronéis do Exército, além do general da reserva Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira. Segundo a Procuradoria-Geral da República, eles participaram de pressões internas nas Forças Armadas, ajudaram a redigir a “Carta ao Comandante do Exército” e se envolveram em esquemas logísticos que incluíam armas, munições e viaturas militares, dias antes dos ataques de 8 de janeiro de 2023.

O “núcleo 3”, apelidado de grupo dos “kids pretos”, responde por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e destruição de patrimônio tombado.

Moraes destacou que as defesas já foram ouvidas, testemunhas depuseram e as alegações finais estão na mesa. Agora, cabe à Primeira Turma — formada por Dino, Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Luiz Fux — decidir as penas ou absolvições.

Se o julgamento sair ainda neste ano, será mais um capítulo da longa lista de condenações ligadas à trama golpista que já levou Jair Bolsonaro e aliados ao banco dos réus.

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