Embratur na berlinda: quando o turismo brasileiro exporta até denúncias

Embratur na berlinda: quando o turismo brasileiro exporta até denúncias

Ministério Público apura acusações de assédio moral, privilégios e um ambiente tóxico que contradiz o “clima saudável” anunciado pela direção

O que deveria ser a vitrine internacional do turismo brasileiro virou alvo de inquérito trabalhista. O Ministério Público do Trabalho abriu investigação contra a Embratur após denúncias de assédio moral, favorecimento de aliados, demissões arbitrárias e um ambiente de intimidação dentro da agência.

Segundo a apuração, seis ex-funcionários — a maioria mulheres — relataram práticas de perseguição, exclusão em promoções e privilégios distribuídos apenas aos “da panelinha”. As queixas apontam diretamente para dois diretores: Bruno Reis, de marketing, e Roberto Gevaerd, da gestão corporativa. O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, não é investigado, mas carrega o peso político do escândalo.

Ex-colaboradores descrevem um cenário que mais parece novela de terror corporativo: reuniões fechadas recheadas de intimidação, viagens internacionais concedidas a aliados sem critério técnico, clima de “caça às bruxas” e medo constante de represálias. “Ou você joga no time deles, ou está fora”, resumiu um dos denunciantes.

Em resposta, a Embratur afirma que mantém “um ambiente saudável e produtivo”, promete colaborar com as autoridades e diz que denúncias semelhantes já foram arquivadas no passado. Mas a narrativa oficial contrasta com a realidade pintada pelos relatos, que falam em corrosão da ética e do respeito no ambiente de trabalho.

No fim, a agência que deveria vender a imagem de um Brasil acolhedor ao mundo agora precisa explicar como virou símbolo de práticas tão nocivas dentro de casa.

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