
Morre Miguel Uribe, pré-candidato baleado na Colômbia, dois meses após atentado
Senador de 39 anos sucumbe a complicações após ser atingido durante comício em Bogotá; seu legado reacende debates sobre a violência política no país.
Miguel Uribe Turbay, senador colombiano e um dos nomes mais fortes da oposição, faleceu na madrugada desta segunda-feira (11) aos 39 anos. Ele estava internado havia mais de dois meses após ser vítima de um atentado a tiros durante um comício em Bogotá, em 7 de junho
A confirmação da morte foi feita por sua esposa, María Claudia Tarazona, por meio de uma emotiva postagem no Instagram: “Obrigado por uma vida cheia de amor… Descanse em paz, amor da minha vida. Cuidarei dos nossos filhos” CNN Brasil. O hospital onde ele estava internado, a Fundação Santa Fe, informou que ele faleceu às 1h56 (horário local), após batalhar contra uma hemorragia no sistema nervoso central.
O ataque, atribuído a um adolescente de 14 anos, ocorreu durante um evento de campanha no bairro Modelia, em Bogotá. Ele foi atingido por pelo menos três tiros — dois na cabeça e um na perna — e passou por múltiplas cirurgias, mas não resistiu aos ferimentos. Six pessoas foram presas em conexão com o atentado, incluindo Elder José Arteaga Hernández, conhecido como “El Costeño”, apontado como suposto autor intelectual.
A morte de Uribe reacende o passado sombrio da violência política na Colômbia. Filho da jornalista Diana Turbay, assassinada após ser sequestrada por Pablo Escobar, e neto do ex-presidente Julio César Turbay Ayala, sua trajetória tinha um forte simbolismo político e pessoals.
Em nota oficial, o Itamaraty lamentou profundamente o ocorrido e repudiou qualquer forma de violência política, transmitindo solidariedade à família do senador e ao povo colombiano CNN Brasil. Davi Alcolumbre, presidente do Senado brasileiro, classificou a morte como “um ataque à democracia” e destacou a urgência de combater esse tipo de violência com firmezal.