Motta explode nos bastidores, rompe com aliados — mas segue poupando Lula

Motta explode nos bastidores, rompe com aliados — mas segue poupando Lula

Presidente da Câmara corta relações com líderes do PL e do PT, dispara frases de repúdio, mas evita confronto direto com o presidente da República.

O clima em Brasília azedou de vez. Arthur Motta, presidente da Câmara, decidiu abrir fogo contra antigos aliados e anunciou que não pretende manter qualquer tipo de diálogo com Sóstenes Cavalcante, líder do PL. A frase foi direta como um tapa: “Não contem mais comigo para nada”.

A tensão não parou aí. Motta também encerrou pontes com Lindbergh Farias, líder do PT, mostrando que sua irritação atravessa o espectro político. O recado, segundo interlocutores, foi dado com a mesma frieza. A paciência dele parece ter se esgotado com as pressões, articulações mal conduzidas e cobranças que vinham se acumulando nos últimos meses.

Mas, curiosamente, mesmo rompendo com figuras de peso dos dois lados, Motta faz questão de manter um silêncio estratégico quando o assunto é Lula. Nada de críticas abertas, nada de ataques diretos — como se houvesse uma fronteira invisível que ele não quer ou não pode atravessar. Fica a impressão de que o presidente da República é o único preservado nesse jogo bruto de Brasília.

Enquanto isso, nos corredores, parlamentares sussurram que o estopim do conflito envolve disputas internas, frustrações acumuladas e um cansaço geral com o que chamam de “chantagem política diária”. O episódio expõe mais uma fissura num Congresso já desgastado e mostra que Motta, embora disposto a romper com meio mundo, escolheu cuidadosamente quem não atacar.

A crise continua, e o barulho só cresce.

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