
Motta corta relações com Sóstenes, e líder do PL tenta minimizar: “Coisa do dia a dia”
Rompimento teria sido comunicado pelo WhatsApp. Bastidores apontam desgaste na votação do Projeto de Lei Antifacção.
O clima político na Câmara ficou ainda mais tenso. O presidente da Casa, Hugo Motta, decidiu romper de vez com o líder do PL, Sóstenes Cavalcante. O recado, segundo o próprio deputado, chegou pelo WhatsApp — seco, direto e sem espaço para interpretações.
Sóstenes confirmou que não troca uma palavra com Motta há vários dias. Ainda assim, tentou desinflar o impacto da crise. Disse que tudo não passa de “problemas normais” do ambiente político, como se fosse apenas mais um atrito na rotina turbulenta de Brasília.
Nos bastidores, porém, a leitura é outra. Parlamentares apontam que a irritação de Motta vinha crescendo durante a tramitação do Projeto de Lei Antifacção. A condução das negociações, pressões internas e divergências sobre pontos sensíveis teriam desgastado a relação a ponto de o presidente da Câmara bater o martelo e avisar que não quer mais conversa.
Mesmo assim, Sóstenes afirmou que pretende procurar Motta ainda nesta terça-feira, numa tentativa de reconstruir algum tipo de ponte — ou ao menos entender o que, de fato, detonou o rompimento.
Enquanto isso, o Congresso assiste a mais um capítulo de tensão entre líderes que deveriam estar articulando juntos. O episódio amplia a sensação de que a pauta de segurança pública, especialmente o PL Antifacção, está mexendo com estruturas e egos de ambos os lados do tabuleiro.