
“Não é Justiça, é perseguição”: Sóstenes Cavalcante protesta na Paulista e defende Bolsonaro
Líder do PL acusa STF de atacar conservadores, denuncia prisões políticas e afirma que Bolsonaro voltará em 2026
Em um domingo de discursos inflamados na Avenida Paulista, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, assumiu o microfone para defender o que chamou de “direito à justiça verdadeira”. No ato organizado pelo pastor Silas Malafaia, com milhares de apoiadores da direita, Sóstenes não poupou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), acusando a Corte de perseguir nomes conservadores.
“Não estamos aqui para justificar vandalismo. Mas ninguém pode fechar os olhos para prisões arbitrárias e seletivas. Isso não é democracia, é vingança com toga”, afirmou. O deputado ressaltou que 65 parlamentares estão na mira do STF — e, segundo ele, a maioria são conservadores com chances reais de disputar o Senado em 2026.
Sóstenes fez questão de homenagear aliados que, em sua visão, têm sido injustamente punidos: Daniel Silveira, Carla Zambelli e o general Braga Netto foram citados como “exemplos de resistência”. E concluiu com um recado político direto: “Bolsonaro vai voltar. Podem tentar derrubá-lo, mas não vão achar um único ato de corrupção em sua vida. Esse homem ama o Brasil.”
A manifestação contou ainda com falas do próprio Jair Bolsonaro, do pastor Silas Malafaia, do deputado Luciano Zucco e de nomes como Bia Kicis e Gustavo Gayer. Governadores aliados, como Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Cláudio Castro (RJ) e Jorginho Mello (SC), também marcaram presença. No Senado, estiveram Flávio Bolsonaro, Magno Malta, Eduardo Girão, Tereza Cristina, Marcos Rogério, Jaime Bagattoli e Wellington Fagundes.
Sóstenes ainda provocou a esquerda em seu discurso: “Eles não conseguem reunir nem 10% das pessoas que nós colocamos nas ruas. Pode ter futebol, fim de mês, chuva… a direita vem. A direita verde e amarela representa o Brasil de verdade”, declarou, sob gritos de “volta, Bolsonaro!”