
Nikolas Ferreira comenta sanção à esposa de Moraes e ironiza situação
Deputado classifica ação dos EUA como alerta sobre democracia no Brasil
Poucos minutos depois de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, ser incluída nas sanções da Lei Magnitsky, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) não deixou passar em branco. Em publicação no X, ele escreveu apenas: “Casal Magnitsky”, acompanhado de um emoticon de coração feito com as mãos.
Em entrevista ao Metrópoles, Nikolas reforçou a provocação: “A maior democracia do mundo está vendo que o Brasil não é uma democracia”, sugerindo que a medida americana evidencia um suposto desequilíbrio institucional no país.
As sanções, aplicadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros e divulgadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA, atingem também o Lex Instituto de Estudos Jurídicos, ligado à família de Moraes. No campo econômico, incluem o congelamento de bens e contas bancárias em instituições norte-americanas. Vale lembrar que, na época das sanções de julho, Moraes não possuía bens ou investimentos nos Estados Unidos.
A Lei Magnitsky, criada em 2012 nos EUA durante a gestão de Barack Obama, permite punir estrangeiros envolvidos em corrupção ou graves violações de direitos humanos. Inicialmente voltada para responsabilizar os autores da morte do advogado russo Sergei Magnitsky, a legislação foi ampliada em 2016 para alcançar qualquer pessoa suspeita de corrupção ou abusos no exterior.
A primeira aplicação fora do contexto russo ocorreu em 2017, no governo Trump, atingindo autoridades de países da América Latina acusadas de corrupção e violações de direitos humanos. Agora, com Moraes e sua família no radar, o debate sobre democracia e responsabilidade de autoridades brasileiras voltou ao centro das atenções.