Nikolas reconhece riscos, mas segue firme em marcha até Brasília

Nikolas reconhece riscos, mas segue firme em marcha até Brasília

Deputado diz ter medo de atentados, cita ataques contra líderes conservadores e afirma que luta vai além de interesses eleitorais

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) admitiu que sente receio de possíveis ataques durante a chamada “Caminhada pela Liberdade”, manifestação que lidera desde o interior de Minas Gerais rumo a Brasília. Mesmo assim, afirmou que o temor não o fará recuar. Esta quinta-feira (22) marca o quarto dia da caminhada, que vem reunindo apoiadores e aliados ao longo do trajeto.

Em conversa com o Metrópoles, Nikolas foi direto ao explicar por que leva a ameaça a sério. Segundo ele, o histórico recente de violência política no Brasil e no exterior não permite ingenuidade.

“Eu sei contra quem estou lutando. Tentaram matar Jair Bolsonaro, mataram Charlie Kirk, tentaram matar Donald Trump. Não dá para fingir que isso não existe”, afirmou.

O parlamentar também rebateu críticas de que a mobilização teria caráter eleitoral. Para Nikolas, o argumento não se sustenta diante de sua trajetória política.

“Com todo respeito, eu fui o deputado mais votado do país. Se fosse por voto, isso aqui não faria sentido. Eu já tenho voto para me eleger”, disse.

Nikolas lembrou que sua atuação política antecede a projeção nacional e as redes sociais. Segundo ele, a caminhada representa um acúmulo de anos de militância.

“Não é algo de agora. Há mais de dez anos eu estava nas ruas pedindo o impeachment da Dilma, sem seguidores, sem mandato, sem visibilidade. O que está acontecendo hoje é um clamor por algo maior do que qualquer pessoa — é sobre os problemas reais que o Brasil enfrenta”, declarou.

A caminhada

O ato começou na segunda-feira (19) e tem reunido apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além de parlamentares e lideranças da direita. Nesta quinta-feira, o grupo saiu de um posto de gasolina em Cristalina (GO), a cerca de 130 quilômetros da capital federal, seguindo em direção a Luziânia, em um percurso de aproximadamente 40 quilômetros.

A cena se repete ao longo da estrada: manifestantes vestindo verde e amarelo, bandeiras do Brasil nos ombros e camisetas com mensagens de apoio a Bolsonaro. Segundo aliados de Nikolas, muitas adesões ocorreram de forma espontânea, sem convocação formal.

Mesmo diante dos riscos apontados pela Polícia Rodoviária Federal, o deputado mantém o discurso de que a caminhada é pacífica e simbólica. Para ele, o gesto é uma forma de demonstrar resistência, convicção e compromisso com uma pauta que, segundo afirma, ultrapassa disputas partidárias.

“Não é sobre mim. É sobre liberdade, sobre o país e sobre não aceitar o silêncio diante do que está errado”, resume o deputado, enquanto segue, passo a passo, rumo a Brasília.

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