O silêncio que ensurdece: Lula ignora os policiais e finge não ver o mérito da operação no Rio

O silêncio que ensurdece: Lula ignora os policiais e finge não ver o mérito da operação no Rio

Enquanto o país debate a megaoperação que enfrentou o crime nas favelas, o presidente prefere o silêncio — e deixa sem reconhecimento quem arriscou a vida em campo

A semana passou, os confrontos cessaram, mas o silêncio do presidente Lula ainda ecoa mais alto que os tiros disparados na megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. Foram dias de combate intenso, com policiais enfrentando criminosos fortemente armados — muitos voltando para casa feridos, outros nem voltando.

Mas, da parte do Planalto, nenhuma palavra de reconhecimento, nenhum gesto de respeito aos agentes que se expuseram em nome da segurança pública. Em vez disso, o governo federal preferiu o mutismo calculado, como se elogiar o trabalho das forças de segurança fosse um risco político maior do que o próprio crime organizado.

Lula, que tantas vezes se apresenta como “pai dos pobres”, parece esquecer que entre esses pobres também há pais e mães de farda, que enfrentam nas vielas o terror que muitos só comentam de longe. O mínimo esperado seria uma mensagem de solidariedade aos policiais que tombaram, um agradecimento àqueles que, com coragem, impediram que o caos se alastrasse ainda mais.

Em vez disso, veio uma frase genérica nas redes sociais, pedindo “ações coordenadas sem colocar vidas em risco” — uma fala morna, quase burocrática, que diz tudo e nada ao mesmo tempo.

Enquanto isso, parte da população, cansada de ver o crime ditar as regras, reconheceu o mérito da operação. Foi uma ação necessária, dura, sim — mas inevitável diante do poder crescente das facções. O Rio, há muito tempo refém da violência, assistiu pela primeira vez em meses uma demonstração real de força do Estado.

Os policiais que participaram da operação não pedem aplausos fáceis, mas merecem respeito. Enfrentaram o inferno em nome de um ideal que parece cada vez mais esquecido nos gabinetes de Brasília: o de proteger vidas, mesmo quando as próprias estão em risco.

O silêncio de Lula, neste caso, não é prudência. É omissão. E omitir-se diante do sacrifício de quem defende o país é, no mínimo, uma forma disfarçada de ingratidão.

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