Operação da PF revela escândalo: propina ao chefe do INSS era lavada até por pizzaria

Operação da PF revela escândalo: propina ao chefe do INSS era lavada até por pizzaria

Ex-presidente da autarquia recebia até R$ 250 mil mensais; esquema tratava o INSS como um caixa privado enquanto aposentados eram saqueados

A nova fase da Operação Sem Desconto escancarou um esquema tão absurdo que parece ficção barata — mas é o retrato fiel do caos que tomou conta do INSS. A Polícia Federal afirma que o ex-presidente do órgão, Alessandro Stefanutto, preso por ordem do ministro André Mendonça, recebia propinas mensais de até R$ 250 mil. E como esse dinheiro circulava? Por meio de pizzaria, imobiliária e até escritório de advocacia usados como empresas de fachada. Um cardápio completo de ilegalidades.

Stefanutto, apelidado de “Italiano” na investigação, teria colocado seu cargo a serviço da fraude dos descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Segundo a PF, depois que assumiu a presidência do INSS em 2023, sua “mesada” ilegal ficou ainda mais generosa.

E não parou por aí: o ex-ministro do Trabalho e também ex-presidente do INSS, José Carlos Oliveira, virou alvo e agora usará tornozeleira eletrônica. A operação cumpriu 63 mandados de busca e apreensão, atingindo inclusive parlamentares. Uma verdadeira devassa.

A PF aponta que Stefanutto atuou como peça central da engrenagem criminosa, ajudando juridicamente, lá atrás, a abrir as portas para os acordos da Conafer em 2017 — e depois, já no comando do INSS, blindou o esquema para que continuasse desviando dinheiro de mais de 600 mil vítimas, acumulando um rombo de R$ 6,3 bilhões.

A investigação descreve com todas as letras:

“Sem pagar propina aos altos gestores, seria impossível manter uma fraude dessa magnitude.”

Dinheiro vivo, dólares, carros de luxo e armas foram apreendidos em vários estados. Uma mostra clara de que a quadrilha que deveria proteger os aposentados os tratava como fonte inesgotável de saque.

Agora, com a prisão de Stefanutto e outros integrantes do esquema, o governo tenta correr atrás do prejuízo e prometeu devolver os valores cobrados indevidamente — uma reparação mínima diante de anos de abuso, descaso e corrupção institucionalizada.

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