Otimismo brasileiro: Alckmin vê boas perspectivas para conversa entre Lula e Trump

Otimismo brasileiro: Alckmin vê boas perspectivas para conversa entre Lula e Trump

Vice-presidente diz que reunião ainda não tem data, mas espera avanços em comércio e acordos estratégicos

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente americano Donald Trump, previsto para os próximos dias, representa um primeiro passo importante para destravar negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Em entrevista ao apresentador Datena, na Rede TV, Alckmin destacou que a conversa ainda não tem data marcada, mas o governo brasileiro está confiante. “Essa boa sinalização do presidente Trump e do presidente Lula foi um passo importante. Agora, temos que avançar para reduzir tarifas e ampliar a lista de produtos beneficiados”, explicou.

Segundo o vice-presidente, o encontro em Nova York, durante a Assembleia-Geral da ONU, gerou uma identidade de diálogo entre os dois líderes. “Havia certa preocupação sobre esse encontro, mas acabou sendo o contrário”, comentou.

Alckmin ressaltou ainda que há grande espaço para tratar de questões não tarifárias, como minerais estratégicos e data centers. Ele reforçou que decisões internas, como políticas regulatórias e tributárias, não têm relação com o diálogo bilateral, destacando que se trata de relações entre as duas maiores economias e democracias das Américas.

O vice lembrou que, recentemente, uma ordem executiva de Trump zerou tarifas de celulose, ferro-níquel e herbicidas brasileiros, representando US$ 1,7 bilhão em exportações. Ele também mencionou a importância de acordos como o do Mercosul com a União Europeia, que fortalecem negociações e enviam sinais ao mundo sobre a viabilidade do livre comércio e do multilateralismo.

Por fim, Alckmin elogiou a habilidade de Lula em diálogo e negociação: “O presidente tem inteligência e experiência natural para negociar. Ele luta pelos trabalhadores e, no final, consegue fechar acordos. Esse é o caminho que seguimos”.

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