Petistas se dividem diante da manobra de Gilmar Mendes — e a democracia pede explicações

Petistas se dividem diante da manobra de Gilmar Mendes — e a democracia pede explicações

Decisão que restringe impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) provoca racha na base aliada e revela medo de blindagem judicial permanente

A tentativa de blindar ministros do STF causou fissuras até na base do governo. A reação de parte dos petistas à decisão de Gilmar Mendes — que determinou que apenas a Procuradoria‑Geral da República (PGR) pode apresentar pedidos de impeachment contra magistrados da Corte — é de quem vê na medida um golpe silencioso contra o controle democrático.

Para muitos na sigla, não há justificativa plausível para restringir algo que a lei de 1950 já garantia a qualquer cidadão: o direito à denúncia por crime de responsabilidade.A mudança drástica de regra, defendem, significa amarrar o STF com algemas invisíveis: se o Judiciário se auto-abriga desse tipo de fiscalização, quem fiscaliza o fiscal?

Mas nem todos concordam — o que expõe um profundo racha interno. Há quem defenda a “estabilidade institucional”, alegando que pedidos de impeachment em massa transformariam o Supremo numa arena de perseguição e “judicialização da política.”

Ou seja: na hora de proteger privilégios, até aliados se voltam uns contra os outros. No fim, a história mostra quem realmente teme o escrutínio — e quem torce para que o STF continue sendo intocável.

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