PF aponta risco a investigadores e justifica prisão de Daniel Vorcaro por atuação de suposto “braço armado”

PF aponta risco a investigadores e justifica prisão de Daniel Vorcaro por atuação de suposto “braço armado”

Investigação afirma que grupo ligado ao dono do Banco Master intimidava adversários, jornalistas e autoridades; defesa nega qualquer tentativa de obstrução da Justiça

A Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal que a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi considerada necessária para conter o que os investigadores descrevem como um “braço armado” ligado ao empresário. Segundo o relatório apresentado à Corte, a medida teria como objetivo proteger servidores públicos e evitar interferências nas investigações em curso.

De acordo com a PF, havia risco concreto para agentes envolvidos na apuração, incluindo investigadores da própria polícia, integrantes do Ministério Público Federal, além de autoridades ligadas ao STF e ao Banco Central do Brasil.

Grupo chamado “A Turma” seria responsável por intimidar adversários

As investigações apontam que Vorcaro teria organizado um grupo informal conhecido como “A Turma”, que atuaria para intimidar pessoas consideradas obstáculos ao esquema investigado. Entre os possíveis alvos estariam jornalistas, empresários rivais e até ex-funcionários.

Segundo a PF, a estrutura funcionava de forma organizada, com divisão de funções entre diferentes integrantes. O próprio Vorcaro seria apontado como líder do grupo, enquanto aliados próximos teriam funções específicas dentro da suposta organização.

Entre os nomes citados nas apurações estão:

  • Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, apontado como responsável pela movimentação financeira do grupo;
  • Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, também chamado de Felipe Mourão, descrito como executor de tarefas operacionais;
  • Marilson Roseno, policial federal aposentado que, segundo os investigadores, lideraria parte do
Compartilhe nas suas redes sociais
Categorias
Tags