Piloto da Latam é preso em São Paulo suspeito de chefiar rede de exploração sexual infantil

Piloto da Latam é preso em São Paulo suspeito de chefiar rede de exploração sexual infantil

São Paulo — A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta segunda-feira (9) o piloto de avião Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, sob forte suspeita de integrar e liderar uma rede criminosa de exploração sexual de crianças e adolescentes. A detenção ocorreu dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, momentos antes do voo LA3900, com destino ao Rio de Janeiro, decolar.

A ação faz parte da chamada Operação “Apertem os Cintos”, conduzida pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). As investigações apontam crimes graves como estupro de vulnerável, favorecimento à prostituição infantil, exploração sexual de menores, produção e compartilhamento de pornografia infantojuvenil, aliciamento de crianças e uso de documentos falsos.

De acordo com a polícia, o piloto utilizava documentos falsos para levar menores a motéis, onde os abusos eram cometidos. A investigação começou há meses, e há indícios de que esse esquema operava há pelo menos oito anos. Até agora, cerca de dez vítimas foram identificadas — todas menores de idade, com idades entre 8 e 15 anos na época dos crimes.

Parte das apurações indica ainda que o suspeito pagava mães e avós das vítimas para obter fotos, vídeos e acesso às crianças, além de oferecer vantagens em dinheiro e bens em troca da conivência das famílias. Em uma das frentes da investigação, uma mulher de 55 anos foi detida sob a acusação de “vender” suas netas para o esquema criminoso.

Além da prisão do piloto e da mulher, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, tanto em São Paulo quanto na cidade de Guararema, na região metropolitana.

Reação da empresa e continuidade das investigações

A companhia aérea Latam Airlines Brasil divulgou nota afirmando que repudia veementemente qualquer prática criminosa e que está colaborando com as autoridades nas investigações, além de abrir uma apuração interna sobre o caso. Segundo a empresa, o voo associado ao piloto detido operou normalmente e não foi impactado pela prisão.

As autoridades policiais afirmam que as investigações continuam em andamento, com foco em identificar outras possíveis vítimas e esclarecer os detalhes da estrutura da rede criminosa.

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