Um ano de silêncio: governo Lula e imprensa seguem calados diante do escândalo de assédio de ex-ministro

Um ano de silêncio: governo Lula e imprensa seguem calados diante do escândalo de assédio de ex-ministro

Investigações contra Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos, completam 12 meses sem conclusão, enquanto vítimas aguardam justiça e poder fecha os olhos.

Passou-se um ano desde que as denúncias de assédio e importunação sexual contra Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos do governo Lula, vieram à tona. Doze meses depois, o inquérito da Polícia Federal segue sem resposta, sem punição e, pior ainda, sem a devida atenção que o caso exige. O tempo avança, mas a justiça parece caminhar a passos de tartaruga — quando não está parada.

As acusações, reveladas em setembro de 2024 e confirmadas pela ONG Me Too Brasil, resultaram na queda de Almeida do cargo. Ainda assim, a sensação é de que o assunto foi empurrado para debaixo do tapete. Enquanto o ex-ministro nega tudo e se coloca como vítima de perseguição política, as mulheres que denunciaram seguem invisíveis, à espera de uma resposta que não vem.

O caso de assédio ligado à ministra Anielle Franco, por exemplo, deve ser enquadrado apenas como “importunação sexual” — um termo que, diante da gravidade da situação, soa quase como uma forma de amenizar o horror vivido.

O mais revoltante é o silêncio conveniente. Governo e imprensa parecem tratar o caso como se fosse apenas mais uma nota de rodapé, enquanto deveria ser manchete diária. Onde está a pressa que o Estado demonstra em tantos outros processos? Onde está a indignação pública que deveria ecoar diante de um escândalo assim?

Um ano se passou. O que resta é a impunidade rondando como sombra e a amarga impressão de que, quando o acusado é alguém próximo ao poder, o tempo e o silêncio viram aliados.

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