
Polícia de SP prende segundo suspeito de assalto que aterrorizou esposa e filha de Pedro Bial
Crime na Lapa envolveu quadrilha de motociclistas; jornalista Maria Prata foi rendida à mão armada enquanto caminhava com a filha de 6 anos
A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta segunda-feira (26), o segundo suspeito de participação no assalto que vitimou a jornalista Maria Prata, esposa do apresentador Pedro Bial, e sua filha caçula, de apenas 6 anos. O crime aconteceu na última quinta-feira (22), no bairro da Lapa, zona oeste da capital, e causou forte comoção pela violência e pelo trauma imposto à criança.
De acordo com as investigações, o homem preso faz parte de uma quadrilha especializada em roubos com motocicletas, que atua em diferentes regiões da cidade. A captura foi resultado de uma ação conjunta entre policiais civis do Cerco Oeste, do 7º Distrito Policial (Lapa), e da Guarda Civil Metropolitana de Taboão da Serra. Dois dias antes, no sábado (24), o primeiro suspeito já havia sido detido no Campo Limpo, zona sul da capital.
A prisão do segundo envolvido ocorreu após a polícia identificar uma terceira motocicleta usada no assalto e levantar a suspeita de que os criminosos residiam em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Com o apoio da GCM local, o suspeito foi abordado por volta das 15h30, na avenida Governador Mário Covas, enquanto conduzia uma moto branca.
Durante a abordagem, um detalhe chamou a atenção dos agentes: o homem usava o mesmo capacete registrado pelas câmeras de segurança no dia do crime. Diante das evidências reunidas, a Polícia Civil pediu a prisão temporária, que foi autorizada pela Justiça. As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do grupo criminoso.
O assalto ocorreu quando Maria Prata caminhava com a filha pela rua Álvaro Martins. O criminoso se aproximou em uma motocicleta, usando capacete e mochila de aplicativo de delivery, o que inicialmente deu a impressão de que se tratava de um entregador. Ele anunciou o roubo, manteve a arma visível e levou um iPhone e a aliança da jornalista antes de fugir.
Nas redes sociais, Maria Prata fez um desabafo forte e comovente sobre o impacto emocional do episódio. Ela relatou noites sem dormir e descreveu a sensação de reviver a cena repetidas vezes. Também falou sobre o efeito do crime na filha, que passou o dia tentando entender o que havia acontecido, fazendo perguntas e demonstrando medo diante de uma experiência que nenhuma criança deveria enfrentar.
O caso reacende o alerta sobre a violência urbana em São Paulo e reforça a urgência de ações eficazes para coibir crimes que deixam marcas profundas — não apenas materiais, mas emocionais, especialmente quando atingem famílias e crianças.