
Maju Coutinho cai na risada ao falar de ato bolsonarista e cena escancara o constrangimento
Apresentadora reage com deboche ao noticiar mobilização em apoio a Nikolas Ferreira no “Fantástico”
O que era para ser apenas mais uma reportagem política terminou em um momento de riso que falou mais alto do que qualquer editorial. No “Fantástico” deste domingo (25), da TV Globo, Maju Coutinho não conseguiu disfarçar a reação ao comentar a manifestação bolsonarista realizada em Brasília em apoio ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
No bloco final do programa, foi exibido um vídeo sobre o ato, que reuniu apoiadores do parlamentar após uma caminhada simbólica. Ao retornar ao ar, Maju apareceu visivelmente rindo — uma cena que rapidamente viralizou e foi interpretada por muitos como um retrato do desgaste e do constrangimento que cercam esse tipo de mobilização.
A reportagem destacou que cerca de 18 mil pessoas participaram do evento e que, durante a concentração, um raio atingiu a região, fazendo com que 89 manifestantes precisassem de atendimento do Corpo de Bombeiros. O episódio, por si só, já expôs o improviso e a falta de planejamento da ação.
Logo após o VT, Maju e Poliana Abritta anunciaram uma entrevista com o ator Antônio Fagundes, encerrando o bloco — mas o momento de riso já havia sido captado e comentado nas redes.
O ato aconteceu depois que Nikolas Ferreira e outros aliados percorreram cerca de 240 quilômetros, saindo de Paracatu (MG) até Brasília. A concentração ocorreu na Praça do Cruzeiro, a poucos quilômetros do Palácio do Planalto. Entre palavras de ordem, os manifestantes defenderam a derrubada do veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria, pediram anistia e chegaram a gritar por sua prisão — repetindo discursos já conhecidos e cada vez mais desgastados.
No momento em que os raios caíram, por volta das 13h, Nikolas ainda não havia chegado ao local. O Inmet havia emitido alerta de perigo pouco antes do incidente, ignorado pelos organizadores.
O riso de Maju, para muitos telespectadores, não foi apenas espontâneo. Soou como um reflexo do absurdo, da repetição vazia e da perda de relevância de atos que insistem em viver de provocação e confronto. Um riso curto, mas que acabou dizendo muito — talvez mais do que a própria reportagem.