Polícia Federal destrói 95 balsas de garimpo ilegal no Rio Madeira

Polícia Federal destrói 95 balsas de garimpo ilegal no Rio Madeira

Operação usa explosivos e causa pânico entre moradores; autoridades alertam para riscos ambientais e sociais

Em uma ação de grande impacto contra o garimpo ilegal no Rio Madeira, a Polícia Federal detonou 95 embarcações, entre balsas e dragas flutuantes, usando explosivos. Foram 71 balsas destruídas em Humaitá e Manicoré (AM) e 24 em Rondônia, segundo o balanço divulgado na tarde de segunda-feira (15). Uma espingarda calibre 12 também foi apreendida durante a operação.

A ofensiva contou com apoio da Força Nacional e monitoramento aéreo por helicópteros. Segundo a PF, a medida visa coibir a mineração clandestina que prejudica o meio ambiente e coloca em risco as comunidades ribeirinhas.

As explosões, concentradas principalmente na orla de Humaitá, geraram nuvens de fumaça preta, assustando moradores e provocando reação negativa de autoridades locais. O prefeito de Humaitá declarou que as embarcações estavam ancladas e fora de operação, e que o uso de explosivos causou medo, pânico e possíveis danos irreversíveis à orla. A Câmara de Manicoré também criticou a operação, destacando que ocorreu durante feriado religioso e pode provocar desbarrancamentos que ameaçam famílias ribeirinhas.

A ação seguiu decisão da Justiça Federal do Amazonas, com acompanhamento do Ministério Público do Trabalho e do Ministério do Trabalho e Emprego, e ocorre após o STJ negar pedido da Defensoria Pública do Amazonas para impedir o uso de explosivos.

Em resposta, a DPE-AM protocolou um novo pedido no STJ, solicitando a suspensão temporária do uso de explosivos em operações futuras, alegando riscos à população e à fauna. O documento alerta para uma possível crise humanitária na região e sugere alternativas de diálogo entre União, Estado, Municípios e trabalhadores. A Defensoria também pede multa de R$ 1 milhão em caso de descumprimento.

As operações da PF contra o garimpo ilegal no Rio Madeira vêm ocorrendo desde 2023, e novas etapas devem acontecer em áreas estratégicas da Amazônia Legal.

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