Pressão de Trump faz Israel e Hamas retomarem diálogo por trégua em Gaza

Pressão de Trump faz Israel e Hamas retomarem diálogo por trégua em Gaza

Após cobrança do presidente americano, negociações indiretas avançam no Catar, mas conflito segue intenso e com perdas em ambos os lados

Depois de semanas de impasse, as conversas entre Israel e o Hamas para um cessar-fogo na Faixa de Gaza voltaram a acontecer nesta terça-feira (8), em Doha, capital do Catar. O impulso veio após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionar pessoalmente o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, durante encontro na Casa Branca na segunda-feira (7).

Fontes próximas às negociações palestinas confirmaram à AFP que as conversas indiretas foram retomadas, ainda sem grandes avanços, e contam com a presença de mediadores internacionais. O objetivo é claro: tentar interromper um conflito que já dura 21 meses e deixou milhares de mortos e uma população exausta dos dois lados.

Trump, otimista, afirmou que acredita na disposição do Hamas para aceitar a trégua, destacando a urgência de proteger vidas e libertar reféns. Do outro lado, Netanyahu mostrou cautela e reforçou que Israel manterá controle absoluto sobre a segurança em Gaza, descartando qualquer possibilidade de criação de um Estado palestino enquanto a situação estiver tão instável.

O encontro no Catar acontece em meio a um cenário tenso. Na terça-feira, o Exército israelense confirmou a morte de cinco soldados em confrontos no norte de Gaza, um dos episódios mais sangrentos do ano. O premiê israelense lamentou a “manhã difícil” e prestou homenagem aos soldados caídos, reafirmando o compromisso com a derrota do Hamas e a recuperação dos reféns.

Já no território palestino, os ataques israelenses continuam causando vítimas civis, conforme informou a Defesa Civil local, apesar das dificuldades para checar independentemente os dados devido às restrições de acesso e à censura de imprensa na região.

Enquanto Trump busca acelerar um acordo, propondo um cessar-fogo de 60 dias que incluiria a libertação de reféns e troca de prisioneiros, a guerra segue sendo uma ferida aberta. Até o momento, mais de 1.200 israelenses morreram no ataque surpresa do Hamas em outubro de 2023, e a ofensiva israelense em Gaza já deixou mais de 57 mil palestinos mortos, muitos deles civis, segundo dados da ONU e autoridades locais.

A pressão internacional cresce para que os dois lados encontrem um caminho de paz, mas o desafio permanece enorme, marcado por desconfiança e dor. O mundo observa esperando que as palavras se transformem em ações que tragam, enfim, um pouco de alívio para Gaza e Israel.

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