
Pressão no Senado: líder do PL pede impeachment de Toffoli após escândalo do Banco Master
Senador Carlos Portinho afirma que o caso ultrapassa disputas ideológicas e cobra reação institucional diante de denúncias graves envolvendo o STF
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), defendeu abertamente que a Casa analise e vote um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli. O motivo são as revelações sobre a relação do magistrado com o Banco Master, trazidas à tona por reportagens investigativas.
Segundo Portinho, não se trata de uma briga entre direita e esquerda, mas de algo muito maior e mais sério. Para o senador, o caso exige uma resposta firme das instituições e uma postura à altura do cargo ocupado pelos chamados “homens da República”.
“Isso não é disputa política. É impeachment. Estamos falando de possíveis envolvimentos de ministros do STF com esquemas de fraude, lavagem de dinheiro, jogo e recursos ligados ao crime organizado. É gravíssimo. O Senado precisa se levantar”, afirmou o parlamentar.
As denúncias apontam que Toffoli seria ligado a um resort no Paraná que pertencia à sua família e que acabou sendo negociado com pessoas próximas à cúpula do Banco Master. Posteriormente, o empreendimento passou a integrar um fundo que tinha como investidor Fabiano Zettel, empresário e pastor, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do banco investigado.
O ponto mais sensível do caso é que o próprio Dias Toffoli atua como relator dos processos envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal, o que levanta questionamentos sobre conflito de interesses.
Para Portinho, o banco funcionaria como uma verdadeira engrenagem de lavagem de dinheiro em larga escala. “Era mais que um lava-jato. Uma lavanderia nacional. Dinheiro de tudo quanto é lado: crime organizado, campanhas políticas, empresários, igrejas. Tudo protegido por contratos advocatícios ligados a gente com poder de decisão final”, disparou.
Apesar da gravidade das acusações e da pressão crescente, até a tarde do dia 21 de janeiro não havia, oficialmente, um pedido de impeachment protocolado no Senado contra Toffoli com base no caso Master.
O silêncio institucional, diante de denúncias tão explosivas, reforça a sensação de que o peso da toga ainda fala mais alto do que a urgência por esclarecimentos.