PT tenta reverter derrota na CPMI do INSS e quer mudanças nas regras de suplência

PT tenta reverter derrota na CPMI do INSS e quer mudanças nas regras de suplência

Após perder comando para bolsonaristas, partido pressiona Centrão e busca brechas no regimento para retomar espaço

O PT saiu da derrota na CPMI do INSS em clima de ressaca política e já tenta encontrar saídas para reverter o cenário. A bancada petista passou a defender mudanças nas regras de suplência, depois de ver a oposição tomar de assalto a presidência e a relatoria da comissão.

A avaliação é de que, com a ausência de titulares governistas, suplentes de oposição acabaram votando em bloco e garantindo a vitória do senador Carlos Viana (Podemos-MG), que derrotou Omar Aziz (PSD-AM). Para completar o revés, a relatoria ficou nas mãos do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), em um movimento que uniu bolsonaristas e parte do Centrão.

Segundo dirigentes do partido, a ideia agora é pressionar a Câmara para que vagas de titulares sejam sempre preenchidas por suplentes da mesma legenda ou federação. Além disso, o PT articula com partidos do Centrão a troca de nomes para colocar parlamentares mais alinhados ao Planalto. Também estuda o regimento para tentar mexer na relatoria, hoje sob controle oposicionista.

“Engolimos mosca”, admite base governista

Nos bastidores, a derrota foi considerada um verdadeiro “nocaute político”. Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, reconheceu que a base “entrou de salto alto”, subestimando a capacidade de articulação da oposição.

Entre os motivos apontados para a reviravolta, estão a baixa liberação de emendas pelo governo, o desgaste na relação com o Centrão e a ausência de nomes importantes da base na hora da votação. Para completar, a oposição agiu em silêncio, articulando trocas de última hora e pegando o Planalto de surpresa.

Agora, Lula e sua equipe tentam apagar o incêndio. Após a derrota, Gleisi Hoffmann reuniu líderes no Palácio do Planalto para reorganizar a tropa. A missão é clara: evitar que a CPMI se transforme em mais uma vitrine para a oposição desgastar o governo e abalar ainda mais a popularidade do presidente.

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