Facções se expandem pelo mundo enquanto Lula relativiza combate ao crime

Facções se expandem pelo mundo enquanto Lula relativiza combate ao crime

Em plena Cúpula Amazônica, presidente acusa países ricos de usarem a segurança como “pretexto para violar soberania”, enquanto o Brasil já sofre com o domínio do crime organizado

Durante a Cúpula Amazônica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou suas críticas aos países desenvolvidos, dizendo que o discurso de combate ao crime é muitas vezes usado como desculpa para invadir ou violar a soberania de outras nações. Também atacou antigas medidas unilaterais do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e anunciou a criação de um centro internacional de cooperação policial na Amazônia.

O problema é que, enquanto Lula aponta o dedo para fora, a realidade dentro do Brasil mostra um cenário cada vez mais grave. Facções criminosas já não se limitam às periferias das grandes cidades — elas avançam para o interior, dominam rotas internacionais e chegam até a ditar regras em territórios onde o Estado se mostra ausente.

É um contraste doloroso: enquanto a criminalidade corrói comunidades, impõe medo e já se conecta a redes globais, o presidente parece mais preocupado em atacar “países ricos” do que em reconhecer que o crime organizado virou uma força transnacional que já deixa rastros de destruição dentro do Brasil.

Em vez de relativizar, seria urgente admitir que o inimigo não é uma invenção estrangeira, mas uma realidade que já nos assombra diariamente. A soberania que Lula diz defender só terá valor se o Estado for capaz de garantir o básico: segurança e ordem dentro de suas próprias fronteiras.

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