Quando falta resultado, sobra culpado

Quando falta resultado, sobra culpado

📉 Haddad ataca Bolsonaro para esconder o desastre da própria gestão econômica

Sem conseguir entregar crescimento, controle fiscal ou confiança ao mercado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a recorrer ao expediente mais previsível do atual governo: culpar Jair Bolsonaro por absolutamente tudo. Desta vez, o petista apelou para uma retórica exagerada ao afirmar que houve um verdadeiro “abuso” das contas públicas no governo anterior — como se isso fosse capaz de explicar o caos econômico vivido hoje.

Durante um evento partidário do PT em Salvador, Haddad tentou reescrever a história ao dizer que o Brasil herdou um cenário fiscal devastado, ignorando deliberadamente que o atual governo já ultrapassou, em pouco tempo, patamares de déficit que prometia combater. O discurso segue o roteiro clássico: o passado é sempre o vilão, o presente nunca é responsabilidade de quem governa.

O ministro citou a PEC dos Precatórios como se fosse a origem de todos os males, mas omitiu que, mesmo com esse argumento gasto, sua gestão não conseguiu apresentar um plano sólido de ajuste fiscal. Pelo contrário: aumentou gastos, perdeu credibilidade e transformou a política econômica em um campo minado de improvisos.

Em vez de apresentar soluções concretas, Haddad preferiu repetir acusações eleitorais, insinuando compra de votos e até interferência institucional nas eleições — tudo sem provas novas, apenas para agradar a militância. É o tipo de discurso que anima palanque, mas assusta investidores e não paga contas.

Curiosamente, o mesmo ministro que diz que a “ciência política não explica Lula” parece não conseguir explicar a própria incapacidade de comunicar números claros, metas críveis e resultados reais. Quando dados oficiais são contestados, talvez o problema não esteja na sociedade — mas na falta de confiança que o governo inspira.

No fim, o ataque a Bolsonaro soa menos como análise econômica e mais como cortina de fumaça. Porque quando a inflação aperta, o déficit cresce e o futuro fiscal vira incógnita, apontar o dedo para trás é mais fácil do que assumir que o volante está, hoje, nas mãos erradas.

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