Repressão brutal do regime iraniano deixa quase 200 mortos em protestos

Repressão brutal do regime iraniano deixa quase 200 mortos em protestos

Violência estatal se intensifica nas ruas do Irã e provoca indignação internacional contra a ditadura de Ali Khamenei

A escalada de violência promovida pelo regime do aiatolá Ali Khamenei continua a cobrar um preço alto da população iraniana. O número de mortos durante os protestos que se espalham pelo país há quase duas semanas chegou a 192 neste domingo (11), segundo levantamento de uma organização internacional de direitos humanos. O dado reforça as denúncias de repressão brutal contra manifestantes que pedem mudanças políticas e mais liberdade.

De acordo com a ONG Iran Human Rights, sediada na Noruega, ao menos 192 pessoas perderam a vida desde o início das manifestações. A entidade alerta que o total pode ser ainda maior, já que o governo mantém bloqueios de internet e restrições à imprensa, dificultando a checagem independente das informações.

A própria polícia iraniana admitiu o agravamento da repressão. O chefe da corporação, Ahmad-Reza Radan, afirmou publicamente que “o nível de confronto se intensificou”, declaração que confirma o endurecimento da resposta do Estado contra civis desarmados. Manifestantes relatam uso excessivo da força, prisões arbitrárias e execuções sumárias.

Em meio ao caos, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, tentou adotar um discurso ambíguo: ao mesmo tempo em que pediu diálogo, classificou parte dos manifestantes como “terroristas” e “baderneiros”, repetindo a retórica tradicional do regime para deslegitimar protestos populares. O governo também voltou a acusar Estados Unidos e Israel de “semear o caos”, numa tentativa de transferir responsabilidades e encobrir a crise interna.

A Guarda Revolucionária, principal braço militar de sustentação da ditadura iraniana, reforçou que a defesa do regime é “inegociável”, deixando claro que a repressão deve continuar. O parlamento do país chegou a ameaçar ataques contra Israel e bases militares dos EUA caso haja qualquer intervenção externa.

As manifestações representam o maior desafio ao regime desde 2009 e reacendem a memória dos protestos de 2022, desencadeados pela morte de Mahsa Amini, jovem presa por supostamente descumprir regras de vestimenta impostas às mulheres. Mais uma vez, a resposta do Estado iraniano tem sido marcada por violência extrema e desrespeito sistemático aos direitos humanos.

A comunidade internacional observa com preocupação a deterioração da situação no Irã. As imagens de ruas tomadas por fumaça, carros incendiados e forças de segurança disparando contra a população civil escancaram a face autoritária de um regime que se mantém no poder pela força e pelo medo.

Diante desse cenário, cresce o repúdio global ao governo iraniano e à sua política de repressão, enquanto a população segue pagando com vidas o preço de exigir liberdade, dignidade e o direito de ser ouvida.

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