
Restrito até em Manhattan
Padilha cancela ida à ONU após veto dos EUA e vira a primeira baixa da comitiva de Lula
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, decidiu não embarcar para Nova York com a comitiva de Lula rumo à Assembleia Geral da ONU. O motivo? O visto diplomático dado pelos Estados Unidos vinha com um “cinto de segurança” bem apertado: ele só poderia circular em áreas específicas de Manhattan, como se fosse um turista de segunda classe vigiado.
Na prática, Padilha ficaria preso à ilha e sem poder sequer ir a Washington, onde tinha marcada uma reunião com a Organização Pan-Americana da Saúde. Diante do constrangimento, preferiu desistir da viagem.
O episódio deixou o governo brasileiro em pé de guerra. O Itamaraty já correu para reclamar na ONU e pediu ajuda ao secretário-geral António Guterres e à presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock. A justificativa dos EUA segue a mesma lógica aplicada a países “problemáticos” como Irã, Rússia e Cuba: restrições por “protocolos de segurança”.
O resultado é que Padilha virou a primeira baixa da comitiva de Lula. A diferença é que, neste caso, não foi a oposição, nem crise política, mas sim um carimbo americano que disse: “Pode entrar, mas só até ali”.