Romário e senadora alagoana nadam contra a maré no PL e não assinam pedido de impeachment de Moraes

Romário e senadora alagoana nadam contra a maré no PL e não assinam pedido de impeachment de Moraes

Enquanto a bancada bolsonarista pressiona por retaliação ao ministro do STF, ex-jogador resiste e vira alvo nas redes sociais

Entre os 38 senadores que já assinaram o pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, apenas dois nomes do PL ainda não aderiram à ofensiva: o ex-jogador Romário (PL-RJ) e a senadora Eudócia Caldas (PL-AL). A dupla se manteve fora da lista até a manhã desta quarta-feira (6), e o posicionamento indeciso tem gerado repercussão, principalmente para Romário.

A pressão vem crescendo nas redes sociais. O ex-craque, que soma mais de 4 milhões de seguidores no Instagram, passou a ser bombardeado por bolsonaristas cobrando sua assinatura. Antes, suas postagens mal ultrapassavam mil comentários — agora, as mais recentes já somam dezenas de milhares, num verdadeiro cerco virtual.

Ambos figuram na lista de “indecisos”, segundo levantamento do site votossenadores.com.br, que acompanha a movimentação no Senado. Romário, por ser figura pública de maior projeção, concentra a maior parte das críticas e cobranças online. Já Eudócia, com atuação mais discreta, tem escapado do holofote.

O pedido de impeachment de Moraes é apoiado majoritariamente por parlamentares da direita, com algumas adesões pontuais vindas do PSD. No lado oposto, os senadores do PT fecharam questão contra a iniciativa.

Apesar da pressão, pedidos como esse raramente avançam no Senado. Para ter validade, é preciso que o ministro do STF tenha cometido algum crime de responsabilidade — algo que, mesmo com dezenas de denúncias apresentadas ao longo dos anos, nunca resultou em afastamento de um membro da Corte.

Entre acusações de parcialidade, ativismo político e abuso de autoridade, Moraes virou o principal alvo de setores bolsonaristas desde os atos golpistas de 8 de janeiro e os inquéritos sobre desinformação. Agora, o PL tenta fazer do impeachment uma bandeira política — mas ainda sem consenso total dentro de casa.

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