“Vai viver só do gol de 94?”: Jair Renan cutuca Romário e exige apoio ao impeachment de Moraes

“Vai viver só do gol de 94?”: Jair Renan cutuca Romário e exige apoio ao impeachment de Moraes

Filho do ex-presidente Bolsonaro pressiona senador do PL-RJ e sugere que chegou a hora de trocar o campo pela política de verdade

O clima entre os aliados bolsonaristas anda tenso, e desta vez, o alvo é ninguém menos que o senador Romário (PL-RJ). Nas redes sociais, Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e vereador em Balneário Camboriú (SC), decidiu partir para o ataque, cobrando publicamente uma posição clara do ex-jogador em relação ao pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Sem meias palavras, Jair Renan lançou uma provocação direta:

“E aí, Romário? Vai continuar vivendo do gol de 94 ou vai mostrar que também sabe jogar pelo povo? O impeachment do Moraes é sua chance de brilhar de novo.”

A frase, que não mencionou diretamente o perfil do senador, rapidamente viralizou. A crítica mistura ironia e cobrança, alfinetando a fama de Romário como herói da Copa de 1994 — vitória que marcou o tetracampeonato da Seleção Brasileira, com um gol decisivo dele na final.

Pressão bolsonarista ganha corpo no Senado

A cobrança acontece no momento em que parlamentares da oposição intensificam a coleta de assinaturas para protocolar o pedido de impeachment contra Moraes. Já são pelo menos 39 senadores apoiando a proposta — mas o número mínimo necessário para seguir adiante é 41 assinaturas, e depois, no plenário, 54 votos favoráveis.

Apesar do apelo de Jair Renan, até agora Romário não respondeu à provocação, nem indicou publicamente sua posição sobre o processo. A ausência de manifestação tem incomodado a base bolsonarista, que tenta transformar o caso em um teste de lealdade dentro do PL.

Enquanto isso, o próprio Jair Renan, que nasceu quatro anos depois do célebre gol de Romário nos Estados Unidos, tenta ganhar protagonismo político apelando para a memória afetiva do futebol — e, quem sabe, forçando uma jogada de resposta do senador em campo diferente: o da política.

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