“Sinal fora do ar: Moraes exige explicações de Collor após tornozeleira ficar 36 horas desligada”

“Sinal fora do ar: Moraes exige explicações de Collor após tornozeleira ficar 36 horas desligada”

Ministro do STF quer saber por que falha no monitoramento do ex-presidente, condenado na Lava Jato, foi comunicada com meses de atraso. Defesa e autoridades de Alagoas terão que se explicar.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de cinco dias para que a defesa do ex-presidente Fernando Collor de Mello explique um episódio inusitado — e grave: o desligamento da tornozeleira eletrônica usada para monitorar o cumprimento de sua pena em regime domiciliar.

O equipamento teria ficado sem sinal por cerca de 36 horas, em maio deste ano, mas a falha só foi comunicada oficialmente meses depois, o que acendeu o alerta na Corte.

Collor, condenado a mais de oito anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso da BR Distribuidora, cumpre a pena em casa desde maio, amparado por um quadro de problemas de saúde, incluindo Parkinson e transtornos psiquiátricos. Entre as restrições impostas, estão o uso da tornozeleira eletrônica, a suspensão do passaporte e limitação de visitas.

Além de cobrar explicações da defesa, Moraes também determinou que a Secretaria de Ressocialização e Inclusão de Alagoas informe, em até 48 horas, o motivo do atraso na comunicação sobre a falha do equipamento.

O ministro deixou claro: se houver descumprimento das condições impostas, o ex-presidente pode ter a prisão preventiva decretada.

A condenação de Collor foi confirmada pelo STF em 2023, após anos de investigação na Operação Lava Jato, e o cumprimento da pena foi autorizado no início de 2025. Agora, o caso ganha novos contornos — e um toque de suspense — com o “sumiço” temporário do sinal que deveria vigiar o ex-presidente.

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