Sóstenes aponta que decisão de Bolsonaro pode enterrar candidatura de Flávio ao Planalto

Sóstenes aponta que decisão de Bolsonaro pode enterrar candidatura de Flávio ao Planalto

Líder do PL afirma que apenas dois fatores fariam o senador desistir da disputa: a situação jurídica do pai e uma eventual mudança de orientação do ex-presidente

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta segunda-feira (15), em conversa com jornalistas em Brasília, que a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência pode ruir caso o próprio Jair Bolsonaro volte atrás e retire o apoio ao filho.

Segundo Sóstenes, Flávio já deixou claro que existem apenas dois gatilhos capazes de fazê-lo abandonar o projeto presidencial. O primeiro é a libertação e a recuperação dos direitos políticos do ex-presidente, condição vista como central pelo clã Bolsonaro. O segundo, mais delicado, seria uma ordem direta do pai para mudar o rumo da candidatura.

“Se o pai disser ‘meu filho, precisamos trocar o candidato’, acabou. Fora isso, não existe outro cenário”, resumiu o parlamentar, reforçando que, no bolsonarismo, a palavra final continua sendo de Jair Bolsonaro.

Durante o almoço, Sóstenes admitiu que Bolsonaro é imprevisível, mas ponderou que, quando toma uma decisão, costuma levá-la até o fim. Ainda assim, deixou no ar a possibilidade de um recuo, especialmente se houver algum gesto político relevante — como a eventual filiação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao PL.

Apesar disso, o deputado foi direto ao questionar a postura de Tarcísio: lembrou que Bolsonaro já pediu publicamente que o governador migrasse para o PL, sem sucesso. “Se não estiver no partido, ele não terá apoio”, disse, ecoando o recado do ex-presidente.

Sóstenes também avaliou que uma candidatura de Tarcísio por outra sigla, como o Republicanos, prejudicaria o PL eleitoralmente, ao dividir votos e enfraquecer a legenda nas disputas proporcionais.

No fim das contas, a mensagem é clara: no tabuleiro da direita, nada anda sem Bolsonaro, e o futuro de Flávio depende menos de pesquisas ou alianças e mais da vontade — ou do humor — do pai.

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