
Lula socorre corrupta estrangeira com avião da FAB, mas ignora brasileira agonizando na Indonésia
Enquanto a ex-primeira-dama do Peru ganhou asilo e resgate relâmpago, Juliana Marins foi deixada à própria sorte após acidente em trilha — sem aeronave, sem apoio, sem respostas do governo.
No Brasil de Lula, parece que o passaporte e as amizades contam mais que a vida de um cidadão. No dia 18 de junho, a Justiça do Peru decretou a prisão de Nadine Heredia, ex-primeira-dama peruana, por corrupção e lavagem de dinheiro. Antes mesmo que a polícia de lá pudesse agir, o governo brasileiro correu para enviar um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) até Lima. O motivo? Oferecer asilo político à condenada. Tudo feito às pressas, como se ela fosse uma autoridade em risco — e não uma investigada por crimes gravíssimos.
Enquanto isso, a jovem Juliana Marins, de apenas 26 anos, agonizava sozinha do outro lado do mundo, após um acidente numa trilha em Monte Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia. A queda ocorreu no mesmo dia, 20 de junho. Juliana ainda estava viva nas primeiras horas. Mas não houve pressa do Itamaraty. Nenhum helicóptero. Nenhum avião. Nenhuma equipe de resgate brasileira. Nem mesmo um telefonema do Ministério das Relações Exteriores para oferecer amparo à família.
Em vez de avião da FAB, o que a família de Juliana recebeu foi o silêncio. Em mensagem encaminhada à imprensa, o desabafo: “Estamos no escuro”.
Especialistas em direito internacional foram categóricos: o Brasil tem obrigação de proteger seus cidadãos em situações de risco no exterior. Mas essa obrigação não valeu para Juliana. Ao contrário de Heredia, que contou com todo o aparato do Estado para fugir da prisão e se instalar no Brasil como se fosse uma vítima, a brasileira real ficou à mercê da própria sorte.
Entidades de direitos humanos, organizações do setor turístico e influenciadores denunciaram a negligência não só do governo brasileiro, como também do governo da Indonésia. A trilha onde Juliana caiu é de difícil acesso, exigindo resgate especializado. Mas não houve coordenação, nem resposta diplomática eficiente.
Até agora, nem o Itamaraty, nem o Ministério da Defesa, nem o Palácio do Planalto disseram uma só palavra sobre o caso. Um silêncio cúmplice que dói mais que a omissão.
O governo que se orgulha de “não deixar ninguém para trás” mostrou, mais uma vez, quem é prioridade. A filha do povo ficou esquecida no mato. A amiga da esquerda latino-americana ganhou asas, abrigo e silêncio oficial.
Juliana merecia mais que condolências frias. Merecia o mesmo empenho que o governo teve por uma corrupta estrangeira.