Tarcísio: Operação Carbono Oculto é resposta do Estado a esquema bilionário do PCC

Tarcísio: Operação Carbono Oculto é resposta do Estado a esquema bilionário do PCC

Megaoperação mira fraude e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, envolvendo mais de R$ 7,6 bilhões e ameaças a empresários

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (28) que a Operação Carbono Oculto representa “uma resposta firme do Estado à infiltração do crime organizado no setor de combustíveis”. O comentário foi feito durante a entrega de 498 apartamentos do programa Casas Paulistas, em Matão (SP).

A ação é considerada a maior já realizada no Brasil contra o crime organizado e busca desmantelar um esquema bilionário comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), que teria sonegado mais de R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais.

Em entrevista à EPTV, Tarcísio explicou que o crime descobriu uma forma lucrativa de lavar dinheiro através do setor de combustíveis, gerando prejuízos enormes para a economia e para o erário público. “Temos duas frentes: a fraude fiscal, que retira bilhões do Brasil, e a utilização do setor pelo crime organizado”, afirmou.

O governador destacou ainda as brechas tributárias que facilitam a atuação das quadrilhas, como regimes especiais concedidos a produtos importados, que acabam desviados para postos e usinas de maneira ilícita. Segundo ele, o estado de São Paulo é o mais afetado pelo esquema.

A Operação Carbono Oculto envolve a junção de três operações e acontece em oito estados: São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Cerca de 1.400 agentes cumprem mandados de busca, apreensão e prisão contra mais de 350 pessoas físicas e jurídicas suspeitas de crimes como adulteração de combustíveis, lavagem de dinheiro, fraude fiscal, estelionato e crimes ambientais.

O esquema, segundo as investigações, incluía a importação irregular de metanol, desviado de forma clandestina e utilizado para adulterar combustíveis, prejudicando consumidores e colocando em risco a segurança de motoristas e pedestres. Além disso, proprietários de postos que venderam seus estabelecimentos à rede criminosa teriam sido ameaçados de morte caso cobrassem valores devidos.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, o lucro das fraudes era ocultado através de complexas camadas societárias e financeiras, incluindo empresas de fachada, fundos de investimento e instituições de pagamento, dificultando a identificação dos verdadeiros beneficiários.

Compartilhe nas suas redes sociais
Categorias
Tags