
Tarcísio defende integração de forças na operação contra o PCC e apoia lei do devedor contumaz
Governador de São Paulo ressalta união de órgãos estaduais e federais para combater lavagem de dinheiro no setor de combustíveis e critica brechas tributárias que favorecem fraudes
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (29) que não há disputa por protagonismo na megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), realizada na quinta-feira (28). Segundo ele, o importante é a integração entre diferentes órgãos para enfrentar o crime organizado, sem mencionar diretamente o presidente Lula.
“Não existe disputa de protagonismo. Desde que chegamos, estamos atuando no combate ao crime organizado em transportes, na Baixada Santista e no setor de combustíveis. O Gaeco, junto à inteligência da polícia, vem investigando há meses, e os desdobramentos mostram a importância da integração de forças. Cada órgão teve seu papel, e isso foi fundamental”, explicou Tarcísio.
A operação, considerada a maior da história contra o PCC, investigou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, envolvendo usinas, postos de abastecimento, fintechs e fundos de investimento. Mais de 350 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em vários estados, em uma ação conjunta do Ministério Público de São Paulo, Polícia Federal, Receita Federal e outros órgãos.
Durante agenda em que anunciou investimentos em saúde no ABC Paulista, o governador também defendeu o projeto de lei do devedor contumaz, que tramita no Congresso e visa punir fraudulentos que exploram brechas tributárias. Segundo Tarcísio, a lei dificultaria a criação de distribuidoras de fachada e ajudaria a conter crimes no setor de combustíveis.
“É fácil conseguir regimes especiais tributários para internalizar combustível no Brasil, mas muitos desses produtos acabam sendo usados para lavar dinheiro. O projeto do devedor contumaz é uma grande oportunidade de revisar o sistema e dificultar a vida desses fraudadores”, afirmou.
O governador também aproveitou para comentar sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, que será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima terça-feira (2). Tarcísio defendeu o projeto de anistia em tramitação e disse acreditar na inocência de Bolsonaro:
“Temos conversado sobre o projeto de anistia como fator de pacificação. Tenho convicção absoluta da inocência do Bolsonaro. Quem planeja algo não nomeia os comandantes do governo seguinte, então muita coisa não faz sentido. Se houver justiça, ele será inocentado”, declarou.