
Depois de três anos foragido, fundador do Primeiro Comando do Maranhão é capturado em São Paulo
Josué Santos da Silva, o “Gaspar”, uma das principais lideranças do Comando Vermelho, foi preso em operação policial no Taboão da Serra; ele cumpria mais de 40 anos de condenação e estava foragido desde 2022.
Após três anos na condição de foragido, Josué Santos da Silva, conhecido como “Gaspar”, foi finalmente localizado e preso nesta quinta-feira (30), em Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo. A captura foi resultado de uma operação coordenada pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO/SEIC), que mobilizou diversas forças policiais.
Gaspar é considerado uma das figuras mais influentes do Comando Vermelho (CV) e fundador do Primeiro Comando do Maranhão (PCM) — uma facção que nasceu inspirada na estrutura do CV e posteriormente se aliou ao grupo carioca.
Ele estava foragido desde 2022, quando recebeu o benefício da saída temporária do Dia das Crianças e nunca mais retornou ao presídio. Desde então, havia um mandado de recaptura expedido pela Justiça do Maranhão.
Quem é “Gaspar”
Nascido e criado no Maranhão, Gaspar acumulava um histórico extenso de crimes. Ele respondia a mais de 18 processos criminais, incluindo homicídio, tráfico de drogas, roubo armado, porte ilegal de arma e associação criminosa. Somadas, suas condenações ultrapassam 40 anos de prisão.
Preso pela primeira vez em 2012, no município de Santa Rita, Gaspar rapidamente ganhou poder dentro do sistema prisional. Mesmo atrás das grades, continuava a comandar o tráfico de drogas e a decidir o destino de desafetos no chamado “tribunal do crime”, do qual era presidente.
Em 2013, foi transferido para a Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), onde ficaram isolados líderes de alta periculosidade do país. Apesar do isolamento, manteve influência no Maranhão e se consolidou como peça-chave na aproximação entre o PCM e o Comando Vermelho.
A operação
A prisão de Gaspar foi resultado de uma ação conjunta entre o DCCO, o Setor de Investigações Gerais (SIG), o Grupo de Operações Especiais (GOE) e unidades da Delegacia Seccional de Taboão da Serra.
Após ser localizado em uma residência no bairro Jardim Record, o criminoso foi detido sem resistência. Ele deve ser transferido novamente ao Sistema Prisional, onde cumprirá o restante da pena — 40 anos, 3 meses e 14 dias de reclusão.
A captura de Gaspar representa não apenas o desmonte de uma peça importante do crime organizado no Maranhão, mas também o fim de uma longa caçada que mobilizou diferentes forças policiais por mais de três anos.