
Professora “Esquerdogata” se mete em confusão e mostra o nível do ativismo petista
Entre rezas para eliminar Bolsonaro e 100 atestados suspeitos, influenciadora desafia limites da lei e da ética
A professora da rede municipal de Ribeirão Preto (SP), Aline Bardy Dutra, conhecida nas redes sociais como “Esquerdogata”, se tornou o centro de uma tempestade que mistura absurdos administrativos, ativismo radical e desrespeito à autoridade.
O escândalo começou quando ela foi detida no último sábado (25), acusada de desacato, resistência e injúria racial durante uma blitz policial. Mas as polêmicas não pararam aí: a influenciadora agora é investigada por mais de 100 atestados médicos apresentados para justificar faltas ao trabalho como professora, enquanto se dedicava a viralizar nas redes.
O prefeito Ricardo Silva não poupou críticas:
“Estamos lidando com um histórico de faltas injustificadas, atestados suspeitos e comportamento incompatível com o serviço público. Não vamos admitir que se use o cargo para fins pessoais, ainda mais para exibir ativismo e ironia nas redes.”
Entre as extravagâncias de Aline, estão vídeos em frente à casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, nos quais a professora se ajoelha em oração e declara que “Deus que elimine” o então chefe do Executivo. Em outra gravação, sob efeito de álcool e medicamentos controlados, ironiza policiais:
“Olha para mim e olha para vocês. Minha sandália vale o carro de vocês… Não sabem nem como usar essa arma.”
O Partido dos Trabalhadores, onde Aline é filiada há mais de três anos, agora discute a possibilidade de expulsão da militante, admitindo que seus atos não representam a legenda. A defesa da influenciadora, por sua vez, insiste que os atestados de afastamento são legítimos, citando problemas de saúde mental, mas não consegue apagar a imagem de desrespeito e desfaçatez que circula nas redes.
O episódio levanta uma questão clara: até que ponto a militância e a performatividade política podem se sobrepor à ética profissional e à responsabilidade civil? A resposta parece evidente para a população: quando a política e o ativismo se tornam espetáculo, quem paga o preço é o cidadão e a instituição que deveria servir.