Toffoli chama Mendonça de “covarde” em discussão no STF

Toffoli chama Mendonça de “covarde” em discussão no STF

Bate-boca expõe tensão entre ministros e amplia desgaste após saída do caso Banco Master

A crise envolvendo o ministro Dias Toffoli ganhou um novo capítulo após vir à tona uma discussão acalorada com o colega André Mendonça, atual relator do Caso Banco Master. Em novembro de 2025, durante sessão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, Toffoli chegou a afirmar que ficava “exaltado com covardia”, direcionando a crítica a Mendonça.

O episódio evidencia o clima de tensão entre os dois magistrados, que já vinham demonstrando visões divergentes dentro da Corte.

🔎 O contexto da troca de acusações

A discussão não ocorreu no âmbito do Caso Master, mas em outro processo analisado pela Segunda Turma do STF. O tema envolvia o pagamento de indenização a um juiz por ofensas feitas por um procurador do Ministério Público Federal.

Durante o debate, Mendonça leu trechos do voto relatado por Toffoli e apresentou sua interpretação. O ex-relator reagiu imediatamente, acusando o colega de “deturpar” seu entendimento.

“Vossa excelência está deturpando o voto, porque o voto é meu mesmo”, afirmou Toffoli.

Mendonça rebateu dizendo que estava apenas lendo o conteúdo aprovado pela Turma e que fazia sua própria análise jurídica. Em determinado momento, declarou que Toffoli estava “um pouco exaltado” e que não havia necessidade de elevar o tom.

Foi então que veio a frase que marcou o embate:

“Eu fico exaltado com covardia”, disse Toffoli.

Após a declaração, Mendonça encerrou sua manifestação e acompanhou a divergência apresentada pelo ministro Edson Fachin.

🏦 A mudança na relatoria do Caso Master

O episódio voltou a repercutir com força após Toffoli deixar a relatoria do Caso Banco Master. A saída ocorreu depois que a Polícia Federal identificou mensagens entre o ministro e o empresário Daniel Vorcaro no celular do banqueiro.

Além disso, há registros de que Toffoli mantém vínculo societário com uma empresa que teria recebido cerca de R$ 20 milhões de um grupo investigado — fato que aumentou a pressão sobre sua permanência no processo.

Diante do desgaste institucional, Mendonça assumiu oficialmente a relatoria do caso.

🚨 Clima de repúdio e desgaste interno

A fala de Toffoli chamando o colega de “covarde” passou a ser vista por críticos como símbolo de um ambiente cada vez mais conflituoso dentro do STF. O tom adotado durante a sessão reforçou a percepção de embates pessoais que ultrapassam divergências jurídicas.

Nos bastidores, o episódio é interpretado como reflexo de uma Corte dividida e sob pressão, especialmente em processos de grande repercussão nacional.

A troca de acusações entre os ministros não apenas evidenciou diferenças de posicionamento, mas também aprofundou o desgaste de Toffoli no momento em que sua atuação passou a ser questionada.

Enquanto Mendonça assume investigações sensíveis, o Supremo tenta administrar os efeitos de sucessivas crises internas que colocam a instituição no centro do debate público.

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