
Toffoli rejeita acusação de gravação em reunião sigilosa do STF
Ministro diz que suspeita é falsa e reage após vazamento de diálogos sobre o caso Banco Master
O ministro Dias Toffoli afirmou que não gravou a reunião reservada do Supremo Tribunal Federal que tratou de sua saída da relatoria do processo envolvendo o Banco Master.
A declaração foi dada após a divulgação de trechos detalhados da conversa, atribuídos ao encontro fechado realizado na última quinta-feira (12).
“É absolutamente inverídico. Não houve nenhuma gravação da minha parte. Nada disso procede”, declarou o ministro. Segundo ele, as suspeitas são infundadas e causaram indignação.
Toffoli também reforçou que nunca gravou conversas, sejam elas pessoais ou institucionais. “Não gravo e não saio relatando conversa de ministros. Nunca fiz isso na minha vida”, afirmou.
🔎 O que provocou a desconfiança
A controvérsia começou depois que o site Poder360 publicou, na madrugada de sexta-feira (13), diálogos descritos como literais da sessão secreta que decidiu pela saída do ministro da relatoria do caso Banco Master.
A riqueza de detalhes chamou a atenção de integrantes da Corte. Segundo relatos divulgados pela imprensa, alguns ministros passaram a considerar a possibilidade de que a reunião tenha sido registrada de forma clandestina.
Houve inclusive quem encaminhasse a reportagem a Toffoli, levantando questionamentos sobre a origem das informações.
🚨 Repercussão interna
Nos bastidores, o episódio foi descrito como algo incomum e preocupante. Ministros teriam demonstrado desconforto com o vazamento de uma discussão interna que deveria permanecer sob sigilo.
Também houve críticas ao fato de que os trechos publicados destacariam apenas partes favoráveis ao ministro, sem apresentar o contexto completo do debate ocorrido na sessão reservada.
🏦 Contexto do caso
A reunião discutiu o impacto de relatório da Polícia Federal que mencionava o nome de Toffoli em mensagens encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
Embora o STF tenha rejeitado formalmente a suspeição, prevaleceu o entendimento de que o afastamento “a pedido” seria a melhor solução para preservar a imagem institucional da Corte.
🏛️ Clima ainda delicado
Mesmo com a negativa categórica do ministro, o vazamento mantém o ambiente de tensão no Supremo. A situação reforça o momento sensível vivido pela Corte, marcado por desconfiança interna e repercussão pública de decisões tomadas nos bastidores.