Tragédia na BR-153: estudantes da UFPA morrem a caminho de congresso em Goiânia

Tragédia na BR-153: estudantes da UFPA morrem a caminho de congresso em Goiânia

Cinco vidas perdidas, dezenas de feridos e uma universidade em luto; laudos devem apontar causas do acidente em até 10 dias

Uma viagem que deveria ser de aprendizado e celebração terminou em dor e luto. O acidente ocorrido na BR-153, em Porangatu (GO), envolvendo dois micro-ônibus da Universidade Federal do Pará (UFPA) e um caminhão, deixou cinco mortos e dezenas de feridos. Eles seguiam rumo ao 60º Congresso da UNE, em Goiânia.

O Instituto Médico Legal (IML) informou que o laudo sobre a dinâmica do acidente deve ser concluído em até 10 dias. Esse documento será essencial para entender o que de fato provocou a colisão que interrompeu sonhos de estudantes e trabalhadores da universidade.

As vítimas fatais já foram identificadas: Leandro Souza Dias, estudante de Farmácia; Ana Letícia Araújo Cordeiro, aluna de Pedagogia; Welfesom Campos Alves, de Produção e Multimídia; o motorista do micro-ônibus da UFPA, Ademilson Militão de Oliveira; e o caminhoneiro, Keyne Laurentino de Oliveira.

Durante coletiva de imprensa, o reitor da UFPA, Dilmar Pereira, expressou pesar e anunciou que o governo do Pará está apoiando a universidade no traslado dos corpos. “Estamos fazendo tudo que está ao nosso alcance. Uma força-tarefa foi montada para garantir apoio às famílias neste momento devastador”, afirmou emocionado.

Feridos ainda inspiram cuidados

Ao menos quatro pessoas continuam internadas, três delas em estado delicado, sob vigilância constante. Um dos pacientes, em estado grave, está intubado e recebe tratamento no Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano, em Uruaçu. Outro foi transferido para a Fundação Banco de Olhos de Goiânia para avaliação cirúrgica. Segundo a Secretaria de Saúde de Goiás (SES-GO), os demais pacientes já receberam alta ou foram transferidos para hospitais com maior estrutura.

O secretário estadual de Saúde, Rasível Santos, relatou que o governo acompanha de perto a evolução dos pacientes, inclusive os encaminhados para Gurupi, no Tocantins.

Rede de acolhimento

A dor não é sentida apenas nos hospitais. Em Belém, um comitê de crise foi criado na reitoria da UFPA, oferecendo suporte psicológico e logístico para familiares, alunos e servidores. A FADESP (Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa) também entrou em ação, custeando passagens aéreas para que os parentes dos feridos possam estar presentes nos hospitais.

“Essa tragédia atingiu toda a nossa comunidade. Precisamos cuidar uns dos outros”, disse o reitor, reforçando o compromisso da instituição com a dignidade e o acolhimento.

Autoridades se manifestam

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador do Pará, Helder Barbalho, emitiram notas de pesar e colocaram o governo federal e estadual à disposição para ajudar no que for necessário — desde os trâmites para o translado até homenagens póstumas.

Mais de 70 pessoas estavam nos veículos que seguiam de Belém a Goiânia. Agora, em meio ao luto e à mobilização por respostas, o sentimento que fica é o de tristeza profunda, mas também de solidariedade. Uma tragédia que deixou marcas — e que jamais será esquecida pelos que sonhavam juntos.

Compartilhe nas suas redes sociais
Categorias