Tragédia no Cefet: funcionário mata duas servidoras e tira a própria vida

Tragédia no Cefet: funcionário mata duas servidoras e tira a própria vida

Instituição que sempre foi vista como um ambiente seguro e acolhedor virou palco de horror e desespero. Polícia investiga o que levou ao ataque.

A tarde desta sexta-feira (28) se transformou em um pesadelo no Cefet do Maracanã, Zona Norte do Rio. Um funcionário da instituição, identificado como João Antônio Miranda Tello Gonçalves, entrou no campus, foi diretamente às salas de duas servidoras e as matou. Logo depois, tirou a própria vida, segundo informações da Polícia Militar.

O caso está agora sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital, que confirmou que três mortes são apuradas na ocorrência.

As vítimas dessa tragédia foram identificadas como:

  • Allane de Souza Pedrotti Mattos, diretora da Divisão de Acompanhamento e Desenvolvimento de Ensino;
  • Layse Costa Pinheiro, psicóloga da instituição.

O autor dos disparos também era funcionário do Cefet, mas estava afastado por motivos relacionados à saúde mental.

Um ambiente de ensino tomado pelo desespero

Assim que as primeiras informações começaram a circular, professores e alunos deixaram o prédio às pressas. Na porta, o clima era de choque: abraços silenciosos, lágrimas e incredulidade.

“O que sabemos é que ele foi direto onde elas estavam”, contou o professor Hilário Rodrigues, visivelmente abalado.

Outro docente, emocionado, mal conseguia falar:
“É devastador… você está dando aula, e de repente os alunos começam a entrar em pânico. Ninguém imagina uma coisa dessas aqui”, disse ele, tentando segurar as lágrimas.

O Cefet, conhecido por ser um espaço tranquilo, acolhedor e marcado pela convivência entre estudantes e servidores, amanheceu como sempre — e terminou o dia carregado de luto.

Relatos do momento dos disparos

Um estudante, Jonathan, contou que estava em uma aula de reforço quando ouviu barulhos estranhos — cerca de quatro estalos — mas não imaginou que fossem tiros.

“Eu não botei fé que era isso. Aí entrou alguém desesperado falando que uma servidora tinha sido baleada. Foi quando começou o desespero de verdade”, relatou.

Viaturas, ambulâncias e equipes policiais tomaram a entrada do campus enquanto servidores e estudantes tentavam entender o que havia acontecido.

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