Trump afirma que confronto com o Irã pode se estender por semanas e justifica ofensiva como necessária à segurança global

Trump afirma que confronto com o Irã pode se estender por semanas e justifica ofensiva como necessária à segurança global

Presidente dos EUA diz que operação pode durar até cinco semanas, defende ação conjunta com Israel e sustenta que objetivos estratégicos precisam ser cumpridos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o conflito militar com o Irã pode se prolongar por mais de um mês. Em entrevista ao The New York Times, Trump declarou que a ofensiva pode durar de quatro a cinco semanas, “se for necessário”, deixando claro que Washington não pretende recuar antes de cumprir seus objetivos.

Segundo o presidente, tanto os Estados Unidos quanto Israel têm capacidade militar e logística para manter a pressão sobre Teerã, mesmo diante do risco de novas baixas. Para Trump, trata-se de uma ação calculada, baseada em razões estratégicas e na necessidade de conter ameaças que, segundo ele, colocam em risco a estabilidade do Oriente Médio e aliados históricos dos EUA.

“Não seria difícil manter essa ofensiva”, afirmou o republicano, reforçando que as operações só serão encerradas quando todas as metas forem atingidas. Embora não tenha detalhado quais são esses objetivos, Trump garantiu que são “muito fortes” e diretamente ligados à segurança internacional.

A escalada começou após um ataque coordenado de EUA e Israel contra o território iraniano, no último sábado (28/2), que resultou na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. A resposta de Teerã veio em forma de ataques contra bases militares americanas espalhadas pela região, ampliando rapidamente o alcance do conflito.

As ofensivas iranianas atingiram alvos em pelo menos nove países do Oriente Médio, entre eles Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Jordânia e Omã. Houve registro de mortes e danos materiais, aumentando a tensão regional e o temor de um conflito ainda mais amplo.

Em meio a esse cenário, EUA e Israel também realizaram ataques no Líbano, após o Hezbollah reivindicar ações contra Israel. O governo libanês informou que há vítimas, mas os números oficiais ainda não foram divulgados.

Do ponto de vista de Trump, a ofensiva não é apenas uma resposta militar, mas uma demonstração de força e dissuasão. Ele sustenta que recuar agora significaria abrir espaço para novos ataques e maior instabilidade. A estratégia, segundo o presidente, é clara: manter a pressão até que o equilíbrio de poder na região seja restabelecido sob termos favoráveis aos aliados ocidentais.

Enquanto isso, o mundo observa com apreensão. A possibilidade de um conflito prolongado no Oriente Médio reacende alertas sobre impactos globais, desde a segurança internacional até o preço da energia, colocando a decisão de Trump no centro do debate geopolítico mundial.

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