
Trump afirma que guerra contra o Irã está perto do fim, mas promete continuar ofensiva até “vitória final”
Presidente dos Estados Unidos diz que conflito avança mais rápido que o previsto e garante que forças iranianas já sofreram perdas decisivas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a guerra contra o Irã pode terminar em breve. Apesar do tom otimista sobre o desfecho do conflito, o líder americano deixou claro que as operações militares continuarão até que, segundo ele, haja uma “vitória final” sobre o regime iraniano.
As declarações foram feitas durante um discurso político e também em entrevista concedida à emissora CBS News, em um momento em que o conflito no Oriente Médio entra em seu décimo dia e começa a gerar fortes repercussões políticas e econômicas no cenário internacional.
“A guerra está praticamente concluída”, diz Trump
Presidente afirma que capacidade militar iraniana foi duramente atingida
Segundo Donald Trump, as forças armadas iranianas já sofreram perdas significativas desde o início dos ataques liderados pelos Estados Unidos e por Israel, iniciados em 28 de fevereiro.
O presidente afirmou que as estruturas militares do Irã teriam sido amplamente neutralizadas.
De acordo com ele, grande parte da infraestrutura estratégica foi destruída durante as ofensivas, incluindo sistemas de comunicação, instalações de drones e equipamentos militares.
Trump chegou a afirmar que o país adversário perdeu praticamente toda a capacidade de reação militar.
Segundo suas palavras, o Irã hoje estaria sem marinha operacional, sem força aérea efetiva e com sua rede militar profundamente danificada.
Operação continua até derrota total do inimigo
Mesmo prevendo fim próximo do conflito, Trump promete manter ataques
Apesar de indicar que o conflito pode se encerrar em breve, o presidente deixou claro que a ofensiva militar continuará até que os objetivos estratégicos sejam totalmente alcançados.
Em um evento com membros do Partido Republicano na Flórida, Trump descreveu a campanha militar como uma operação rápida, mas ressaltou que não haverá recuo enquanto o Irã não for derrotado de forma definitiva.
Segundo ele, os Estados Unidos estão determinados a eliminar aquilo que classificou como uma ameaça persistente à segurança global.
Trump também afirmou que Teerã estaria próximo de desenvolver armamento nuclear e que existiam planos para um possível ataque contra Israel e aliados americanos na região.
Guerra pressiona economia e preço do petróleo
Conflito já provoca instabilidade nos mercados internacionais
Enquanto o discurso político se intensifica, os reflexos econômicos do conflito começam a aparecer.
A escalada da guerra fez o preço do petróleo se aproximar de US$ 120 por barril, provocando turbulência nos mercados financeiros globais e pressionando bolsas de valores em diversos países.
A alta da energia preocupa analistas porque pode afetar diretamente o custo de vida nos Estados Unidos e interferir no desempenho eleitoral do Partido Republicano nas eleições legislativas previstas para novembro.
Base política de Trump também se divide
Parte do movimento conservador critica envolvimento militar no exterior
O conflito também abriu fissuras dentro da própria base política do presidente.
Uma parcela do movimento “Make America Great Again” (MAGA), que sustenta grande parte do apoio popular de Trump, demonstra resistência à participação dos Estados Unidos em guerras internacionais prolongadas.
Esses grupos defendem uma política externa mais focada em interesses internos e criticam intervenções militares no exterior.
Irã descarta cessar-fogo e promete intensificar ataques
Governo iraniano afirma que responderá militarmente aos ataques
Do outro lado do conflito, o governo iraniano indicou que não pretende interromper os confrontos.
O porta-voz oficial do regime declarou que não há espaço para negociações de cessar-fogo, afirmando que o país continuará reagindo militarmente aos ataques.
Autoridades iranianas também acusaram Washington de tentar enfraquecer o país para controlar seus recursos energéticos.
Além disso, a Guarda Revolucionária anunciou que pretende aumentar a intensidade dos lançamentos de mísseis, ampliando a escalada militar na região.