
MST planeja enviar brigadas à Venezuela em gesto de solidariedade
João Pedro Stédile afirma que ação seria simbólica e humanitária, não militar, e critica postura dos EUA na região
O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, afirmou que pretende organizar brigadas de militantes para apoiar a Venezuela diante da ameaça de uma possível intervenção dos Estados Unidos. A declaração foi feita em entrevista ao programa Conexão BDF, do portal Brasil de Fato, conhecido por sua linha editorial de esquerda.
Stédile deixou claro que a ajuda não terá caráter militar. “Não vamos entrar em combate, de forma alguma. Não temos treinamento militar e nem é nossa função. O povo venezuelano sabe se defender, mas podemos contribuir de outras maneiras: plantando alimentos, preparando refeições para os soldados ou apoiando a população caso haja uma invasão estrangeira”, explicou.
O dirigente defendeu que movimentos sociais de toda a América Latina se mobilizem para oferecer suporte ao governo de Nicolás Maduro. Ele também criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificando-o como “uma mistura de louco com fascista”, e sugeriu que o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, deveria adotar uma postura mais firme diante das ações norte-americanas.
Stédile acredita que, se os EUA avançarem com uma invasão terrestre, poderão enfrentar derrotas históricas, comparáveis às sofridas no Afeganistão e no Vietnã. Ele também ressaltou que o apoio popular a Maduro estaria em alta, e que a população venezuelana participa regularmente de treinamentos de resistência aos fins de semana, sem prejudicar suas atividades cotidianas.