Trump ameaça desarmar o Hamas “rapidamente — e talvez violentamente”

Trump ameaça desarmar o Hamas “rapidamente — e talvez violentamente”

Presidente dos EUA endurece discurso e diz que o grupo palestino será forçado a entregar as armas caso rejeite segunda fase do plano de paz para Gaza.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Hamas. Em pronunciamento na Casa Branca nesta terça-feira (14), ele afirmou que, caso o grupo islâmico não aceite se desarmar voluntariamente, os Estados Unidos farão isso à força.

“Se eles não se desarmarem, nós os desarmaremos — e isso acontecerá rapidamente e, talvez, violentamente”, declarou Trump, em um tom que misturou ameaça e advertência, um dia após retornar do Oriente Médio, onde participou da celebração do cessar-fogo entre Israel e o Hamas.

A medida faz parte da segunda fase do plano de paz para Gaza, elaborado pela Casa Branca após dois anos de guerra sangrenta que devastou o território e ceifou milhares de vidas. O cessar-fogo, firmado recentemente, começou com a libertação de 20 reféns israelenses vivos, um gesto simbólico que reacendeu uma esperança frágil entre os civis palestinos.

Mas, nos bastidores, a tensão persiste. Um representante do Hamas afirmou, em entrevista à AFP, que a entrega das armas “não está em discussão”. O grupo insiste que resistir à ocupação é um dever religioso e político.

Michael Milshtein, especialista em estudos palestinos na Universidade de Tel-Aviv, acredita que o grupo não pretende ceder:

“O Hamas vê isso como um momento de paciência. Eles vão esperar o tempo certo — e voltarão a lutar.”

Enquanto isso, Israel reduziu pela metade o envio de ajuda humanitária para Gaza após o Hamas devolver apenas quatro corpos de reféns israelenses — dos vários prometidos no acordo. Segundo o grupo, a destruição causada pelos bombardeios dificulta a localização de todos os corpos entre os escombros.

De acordo com a agência Reuters, outros quatro corpos seriam entregues até a noite de terça-feira (13), e mais quatro na quarta (15). Trump, em publicação na rede Truth Social, exigiu que todos os corpos sejam devolvidos e confirmou que as negociações para a segunda etapa do plano de paz “já começaram”.

O republicano, que tem usado o conflito como vitrine de sua política externa, garantiu que “a paz em Gaza será construída com força” — uma frase que, na prática, carrega mais pólvora do que esperança.

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