TRUMP APERTA, O PETRÓLEO FREIA

TRUMP APERTA, O PETRÓLEO FREIA

Empresários dizem “calma lá” sobre a Venezuela, e Trump segue confiante

Washington — Donald Trump sentou à mesa com os tubarões do petróleo e fez o que sabe fazer: pressionou, provocou e prometeu segurança total. Do outro lado, os executivos ouviram, anotaram… e responderam com cautela. A mensagem foi direta: a Venezuela, do jeito que está, ainda é um terreno escorregadio para investir bilhões.

Em reunião na Casa Branca com cerca de 20 líderes do setor, Trump defendeu um plano ambicioso para recolocar o petróleo venezuelano em circulação sob forte influência americana. O presidente chegou a sugerir investimentos de pelo menos US$ 100 bilhões e garantiu que o acordo poderia sair “hoje ou muito em breve”.

Mas o setor, que gosta de risco só quando dá lucro, pediu mais garantias. O CEO da Exxon Mobil, Darren Woods, foi sincero: depois de ter ativos confiscados duas vezes, voltar pela terceira exigiria mudanças profundas, principalmente em regras, contratos e segurança jurídica.

Trump, sem perder o estilo, foi direto: quem não quisesse entrar, poderia dar lugar a outros interessados. Segundo ele, vontade não falta — e fila tem.

Mesmo aliados históricos do presidente, como Harold Hamm, da Continental Resources, preferiram segurar o cheque. A ideia anima o explorador, mas o investidor ainda quer ver o terreno firme antes de pisar.

Para tranquilizar o mercado, Trump prometeu proteção total às empresas e deixou claro que os EUA fariam a mediação direta, evitando contato com o caos venezuelano. Em bom português: negócio com Washington, não com Caracas.

Em tom descontraído, Trump ainda brincou com prejuízos bilionários do passado — algo que só quem pensa grande consegue fazer. Para ele, o foco é estratégico: se os EUA não ocuparem esse espaço, China ou Rússia ocupam.

Apesar das dúvidas, o mérito de Trump está em colocar o tema na mesa sem rodeios. Ele aposta que petróleo barato ajuda o consumidor, fortalece a economia e reforça o poder americano no hemisfério. Já as petroleiras querem segurança, estabilidade e previsibilidade — três palavras raras quando se fala em Venezuela.

Resumo da reunião:

  • Trump vê oportunidade
  • As empresas veem risco
  • O petróleo continua no subsolo
  • E a negociação segue fervendo

Porque com Trump, uma coisa é certa: se o acordo não sai hoje, ele garante que sai “muito em breve” — nem que seja no próximo capítulo.

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