Trump chama governo brasileiro de “radical de esquerda” e cogita restrições na ONU

Trump chama governo brasileiro de “radical de esquerda” e cogita restrições na ONU

Presidente dos EUA critica processo contra Bolsonaro no STF e ameaça limitar circulação da delegação brasileira em Nova York

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a mirar críticas ao Brasil nesta sexta-feira (5). Em coletiva na Casa Branca, ele classificou o governo brasileiro como “radical de esquerda” e disse que sua administração estuda impor restrições de visto à delegação brasileira durante a Assembleia Geral da ONU, marcada para este mês em Nova York.

A ideia, segundo reportagem da Associated Press baseada em documento interno do Departamento de Estado, é restringir os deslocamentos de representantes do Brasil, assim como de Irã, Sudão e Zimbábue, para além da área oficial da assembleia.

Trump afirmou estar “muito chateado com o Brasil” e justificou a tarifa de 50% imposta em agosto sobre produtos brasileiros como resposta ao que chamou de medidas “injustas”. Ele também voltou a criticar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, classificando o processo como “uma caça às bruxas”.

“Eu amo o povo do Brasil, temos um ótimo relacionamento com eles. Mas o governo mudou radicalmente, foi para a esquerda de forma extrema e está prejudicando o país”, disse Trump, sugerindo que a relação entre os dois governos pode se desgastar ainda mais.

Apesar das tarifas, cerca de 700 produtos brasileiros — como suco de laranja e aeronaves civis — ficaram de fora da taxação. Nos últimos meses, Washington já havia imposto sanções contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, cancelado seus vistos e os de familiares, além de aliados próximos. As medidas foram justificadas com base na Lei Magnitsky, que permite aos EUA punir estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos.

Com esse novo endurecimento no discurso, Trump deixa no ar a possibilidade de restringir ainda mais os canais diplomáticos entre os dois países em plena Assembleia da ONU.

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