Trump diz que forças iranianas estão “quase destruídas” ao lado de chanceler alemão

Trump diz que forças iranianas estão “quase destruídas” ao lado de chanceler alemão

Presidente americano fala em Washington sobre ofensiva contra o Irã e preocupa aliados europeus

Em meio à escalada da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, o presidente Donald Trump voltou a reforçar o tom beligerante e afirmou que as forças militares iranianas foram “praticamente destruídas”, durante coletiva realizada nesta terça-feira (3) na Casa Branca ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz.

Trump tem usado encontros diplomáticos para justificar a ofensiva militar em Teerã, que começou com ataques no fim de semana e resultou na morte de líderes iranianos e no início de uma guerra aberta na região do Oriente Médio.

Conflito no Oriente Médio domina conversa com aliados

Na reunião com Merz, o presidente dos EUA destacou que a infraestrutura militar do Irã foi significativamente atingida pelos ataques liderados por Washington e Tel Aviv e que o objetivo é enfraquecer as capacidades ofensivas de Teerã. Trump também disse que tudo que poderia ser destruído já havia sido, sinalizando um otimismo agressivo diante de um cenário de crescente insegurança regional.

O chanceler alemão, por sua vez, chegou à Casa Branca em meio à intensificação do conflito, com preocupações europeias sobre os efeitos econômicos e geopolíticos que a guerra pode desencadear — especialmente na questão dos preços do petróleo e do gás, que têm sofrido pressão desde o início das operações militares.

Críticas e receios entre aliados

A postura de Trump não foi totalmente alinhada por alguns aliados europeus, que demonstraram cautela diante da escalada do confronto. Há receios de que uma guerra prolongada possa aprofundar a instabilidade no Golfo e impactar mercados globais de energia, além de ampliar fraturas dentro da OTAN.

Analistas europeus veem com preocupação declarações americanas que sugerem cortes de comércio com países que não apoiam diretamente as ações militares dos EUA, o que poderia tensionar ainda mais as relações transatlânticas.

Escalada de ataques e resposta iraniana

Desde o início da ofensiva, o Irã tem retaliado com lançamento de mísseis e drones contra alvos israelenses e bases americanas na região, ampliando o espectro dos confrontos e levando a uma resposta contínua das forças de ambos os lados.

Com centenas de mortes confirmadas nos primeiros dias do conflito e sem sinais claros de trégua, o encontro entre Trump e Merz deixa claro que militarização e diplomacia caminham lado a lado, enquanto líderes mundiais tentam evitar que a guerra se transforme em uma crise ainda maior.

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