Trump e Lula: de rivais ideológicos a “melhores amigos” do comércio internacional

Trump e Lula: de rivais ideológicos a “melhores amigos” do comércio internacional

Após conversa por telefone, Trump elogia Lula e fala em “parceria produtiva”. O petista, empolgado, relembra a “boa química” e até se oferece para visitá-lo — parece que o amor diplomático está no ar.

A política tem dessas ironias. Donald Trump, que já chamou governos de esquerda de “catástrofe”, agora fala em “ótima conversa” com Lula e promete uma “parceria muito produtiva” entre Brasil e Estados Unidos. O elogio veio direto do Truth Social, a rede social do republicano, onde ele contou que o papo girou em torno de comércio e economia — ou, como se diz em Brasília, negócios à parte, ideologias também.

Lula, por sua vez, não ficou atrás no entusiasmo. Disse que a conversa foi “muito boa” e destacou a “boa química” entre os dois países — sim, boa química, como se falassem de um reencontro entre velhos amigos, não de dois presidentes que já trocaram farpas políticas.

O petista ainda aproveitou para convidar Trump à COP30 em Belém, sugeriu um encontro durante a Cúpula da Asean, na Malásia, e até se ofereceu para viajar aos Estados Unidos. Tudo em nome da “restauração das relações amigáveis de 201 anos” — uma gentileza que, convenhamos, soa mais como um reencontro de conveniência.

Entre elogios e promessas, o velho jogo diplomático segue em ritmo de novela: um fala em “parceria produtiva”, o outro em “amizade histórica” — e o mundo observa, curioso, até onde vai essa súbita harmonia entre um bilionário conservador e um ex-operário socialista.

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